sexta-feira, 15 de junho de 2018

BANDA DEVASSA - "PARÓDIA MINAS GERAIS" (Mestre Jonas).



Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).

"O HOMEM IDEAL"... (Reflexão).

(Não sou um mestre da real nem do ideal... mas faço um adendo aos mais novos, leiam e se mantenham centrados, sem se deixar levar pelas emoções).

O homem ideal fala pouco e de forma acertada.
Usa um tom de voz grave e imperativo. Fala em tom de comando. Não pede permissão para sua companheira: ordena, mas não a obriga a obedecer, deixando a ela o direito da recusa. Não fala sobre si mesmo. Não se lamenta. Não confessa suas fraquezas. Não chora em presença da companheira. Não é tagarela. Olha nos olhos repentinamente, de forma fixa e firme. Não a observa todo o tempo, apenas de vez em quando.

Não fica em cima: quase ignora sua existência. Não discute. Não polemiza: simplesmente informa. É um rei em seu domínio e não um servo. Não sente falta, não sente saudade. Não assedia. Não fica olhando para os corpos das outras mulheres, porque não é luxurioso e nem fornicário. Apesar disso, quando finalmente a fêmea o procura para o sexo, mostra sua força em um sexo selvagem avassalador como um furacão. É um terremoto na cama. Não lança cantadas: agrada sem esforço.

Não grita. Não deixa que os jogos sujos passem em branco: sabe devolvê-los. Não é um palhaço. Não é engraçado. Não ri
com frequência: apenas sorri levemente de vez em quando. Quando finalmente ri, sua gargalhada parece ter algo de estranho. Toma a dianteira nas situações. Domina a relação para o bem e não para o mal, tratando-a mulher como uma menina. Não importuna sua companheira perguntando sua opinião o tempo todo. Não se irrita com as provocações: sabe devolver as consequências a quem as lançou.

É impenetrável, distante e misterioso. Não proíbe e nem se vinga: devolve as consequências, premiando as sinceras e levando as insinceras que tentam enganá-lo a arcarem com os próprios atos. Não corre atrás das mentiras pois não lhe importa se está sendo enganado ou não. Não se compromete de graça: cobra um alto preço. É um prêmio. Se valoriza. Não é afetadamente sensível. Não é delicado. Pode ter muito dinheiro mas o despreza. Está acima dos preconceitos
sociais. Não é moralista e nem um sujeito "certinho" amigo dos bons costumes.

Quando entra em um ambiente, atrai a atenção das mulheres porque as ignora. Não implora para ser amado. Não necessita de carinho passional para ser feliz: despreza-o por saber que é falso e hipócrita, prefere o amor verdadeiro. Ajuda. Orienta. Cuida. Protege. Guia. Não comete injustiças com a companheira. Mantém a razão ao seu lado sempre.

Usa a dureza e a firmeza para o bem e não para o mal.
É desconcertante. Surpreende. Não é previsível. Não se comove com lágrimas de cebola, ignora lágrimas de crocodilo, se comove apenas com lágrimas reais, que sabe identificar muito bem. Não corre atrás de reclamações caprichosas. Fusiona características opostas.

É simultaneamente bom e, em certo sentido "mau", indiferente e protetor. Pune o adultério com ruptura definitiva, inapelável, ou com desprezo. Jamais comete um crime passional. Se for atraiçoado ou enganado, sua simples ausência e desprezo serão suficientes para castigar a traidora que sofrerá por não encontrar outro igual para substituí-lo.

É o melhor de todos porque faz o que nenhum faz: trata-a como uma menina, fazendo-a sentir-se criança, pequena, relembrando-lhe a infância, ao invés de endeusá-la, entregando-lhe oferendas no altar. Seu coração vale ouro, cobra um alto preço para se comprometer: a fidelidade total, plena e transparente. É um mistério incompreensível. Em suma: é um "Homem de verdade".

>>> Uma pergunta a se fazer é... Se conseguirmos um dia, ser de forma exata "este homem"... porque motivos nos comprometeríamos a uma só mulher?

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Banda Devassa - "Mulheres Planetárias" (Mestre Jonas) - Dia Internaciona...

Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).

AS MULHERES NA HISTÓRIA...
Um dos objetivos da história é estudar a ação dos seres humanos no tempo. Inclusive ao longo do tempo, várias
formas de se escrever a história foram desenvolvidas, sendo que até o final do século XIX predominava o estudo de grandes personalidades e de também de grandes feitos políticos e militares. Esta forma de se estudar a História relegou um lugar secundário, quando não inexistente, à "história das mulheres no tempo".

As explicações podem estar relacionadas ao fato de que a preponderância e dominação masculina foram instituídas, ao menos nas sociedades ocidentais, desde os primórdios da civilização grega. Esta situação levou a uma dupla situação: eram os homens que conduziam predominantemente as ações políticas e militares; ao mesmo tempo em que eram os historiadores do sexo masculino que escreviam a história destas ações. A consequência foi uma subalternidade das mulheres nos domínios políticos e militares públicos (já que no âmbito
doméstico a situação era um pouco distinta) e também como objeto de estudo historiográfico.

Porém, a partir do momento em que o "capitalismo" se tornou a forma de organização econômica e social hegemônica no mundo, em fins do século XIX e início do XX, esta situação
mudou. Primeiramente, por acabar com o "patriarcado"
característico dos modos de produção pré-capitalista.

O patriarcado consistindo na organização da força de trabalho centrada na estrutura familiar doméstica foi desintegrado progressivamente com o assalariamento individual da força de trabalho no capitalismo, deslocando o centro da organização do trabalho das famílias para as empresas.

Entretanto, se o capitalismo desintegrou o patriarcado, isto não pode ser dito sobre o machismo. O machismo continua presente nas relações sociais e como componente cultural da imensa maioria das civilizações do globo.

As tentativas, muitas vezes conseguidas, de manter a mulher em posições subalternas nos
âmbitos públicos, domésticos e empresariais ainda se fazem presentes. Mas as mudanças proporcionadas pelo capitalismo na organização do trabalho incidiram também na relação entre homens e mulheres.

A necessidade de se assalariarem levou as mulheres a conseguirem também independência e superação desta subordinação à que estavam relegadas há séculos através de uma árdua luta.

As lutas pelo direito ao voto, de salário e direitos trabalhistas iguais foram se desenvolvendo durante o século XX, encontrando o auge com o movimento feminista na década de
1960. A partir de lutas cotidianas, às vezes silenciosas, a situação foi aos poucos mudando, sendo que ainda na segunda década do século XXI muitas diferenças entre homens e mulheres no âmbito das relações sociais ainda permanecem.

Entretanto, várias conquistas foram alcançadas, principalmente no que diz respeito às relações trabalhistas, políticas,
empresariais e de liberdade sexual. Na esfera doméstica, as mudanças ocorrem num ritmo mais lento. A violência doméstica ainda é uma realidade constante na vida cotidiana de milhões de mulheres. Mas, por exemplo, no Brasil, tal realidade vem sendo combatida com a "Lei Maria da Penha", promulgada em 2006.

A historiografia acompanha também estas mudanças sociais, refletindo de uma forma peculiar as lutas sociais no ambiente acadêmico. A partir da década de 1960, passou a surgir uma
“História das mulheres”, com o objetivo de se constituir um campo específico do conhecimento historiográfico.

Segundo "Louise Tilly", o objetivo seria complementar a proposta de "Marc Bloch" sobre a definição de história:
de “ciência dos homens no tempo” para a “ciência das mulheres no tempo”.

O objetivo deste canal na seção de História Geral, do site Mundo Educação, é trabalhar alguns destes temas apresentados pela história das mulheres, tratando tanto da vida cotidiana e anônima da imensa maioria das mulheres quanto de algumas figuras de maior vulto que, pelas posições de destaque que alcançaram na história, possibilitam algumas interpretações sobre as alterações nas relações entre homens e mulheres no tempo. (Banda Devassa).

Ella Fitzgerald and Joe Pass - Duets in Hannover - 1975 -

Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).
15 de Junho de 1996.
Morte de Ella Fitzgerald (1917-1996).