domingo, 4 de novembro de 2018

NO BRASIL É O POVO QUE SERVE O ESTADO AO INVÉS DO ESTADO SERVIR O POVO.

Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).


PARA QUEM VAI FAZER O "ENEM"...
VAMOS SOMAR CONHECIMENTO.

A frase bem traduz o sentimento de "Oswald de Andrade".
Os nossos primeiros poetas modernistas demonstraram abertamente o seu sentimento nacionalista. Exacerbado e até xenófobo. E essa aversão não era só a tudo que era estrangeiro mas também à "sintaxe lusitana". Era o desejo de valorizar o que é nosso, a nossa língua, a língua falada no Brasil.

Por muito tempo, em nossas escolas, os professores ensinavam como “erro” o uso de "galicismos". Era proibido falar ou escrever "abajur", "chofer", "detalhe"…
Éramos obrigados a substituir por "quebra-luz", "motorista" e "pormenor".

E o tempo provou que estávamos "enganados". Hoje, todos nós usamos – (sem culpa ou pecado) – abajur, chofer e detalhe. Temos até um belíssimo "réveillon", na sua forma original.

Agora o inimigo são os "anglicismos". Palavras e expressões inglesas infestam e poluem a nossa fala. Temos um festival de... (beach soccer, play off, delivery, shopping, brainstorming, software, marketing)... e tantos outros.

A presença de termos estrangeiros no uso diário de uma língua não é crime nem sinal de fraqueza. Ao contrário, é sinal de vitalidade. Só as línguas vivas têm essa capacidade de enriquecimento. A forte presença do inglês na língua portuguesa é reflexo da globalização, do imperialismo econômico, do desenvolvimento tecnológico americano etc.

Poderíamos citar muitas outras causas, mas há uma em especial que merece destaque:
>>> a paixão do brasileiro em geral pelas “coisas estrangeiras”.
Nós adoramos a grife, o carro importado, a palavra estrangeira. "Tudo dá status"...

É, portanto, um problema muito mais cultural do que simplesmente linguístico.

Valorizar a língua portuguesa, "sim"; fechar as portas, "não".

Qualquer projeto de valorização da língua portuguesa é louvável, mas é um absurdo criar uma lei que pode vir a punir o seu "João da esquina" porque escreveu "hot dog" em vez de "cachorro-quente".

Se aprovada, será mais um péssimo exemplo de lei a não ser cumprida neste país. Quem vai fiscalizar? Não somos capazes sequer de fiscalizar clínicas geriátricas…

Não precisamos de lei para proteger a nossa língua. Necessitamos, sim...
>>> "é de recursos para melhorar o nosso ensino"...
>>> "investir na EDUCAÇÃO"... talvez criar um "Instituto Machado de Assis", semelhante ao Instituto Camões, de Portugal, e ao Instituto Cervantes, da Espanha.

E aí você me pergunta: e a Barra da Tijuca? Eu respondo: qualquer semelhança com Miami não é mera coincidência.
E é contra isso, contra os exageros, contra os modismos, que devemos lutar. A nossa crítica deve concentrar-se no ridículo, no “desnecessário”. Para que "sale", se sempre vendemos?

Por que "startar", se podemos começar, iniciar, principiar?
Se podemos entregar em domicílio, para que serve o ridículo "delivery?"

O modismo a ser criticado é esta lista imensa de palavras e expressões inglesas para as quais "a nossa língua já está bem provida":

"beach soccer" (futebol de areia), "paper" (documento), "printar" (imprimir)…

O "aportuguesamento" de termos estrangeiros também é uma boa saída. É só lembrar o "futebol", o "blecaute", o "estresse", o "balé", o "filé", o "chope", o "espaguete"…

E o que fazer com o "dumping?"
Não conseguimos aportuguesar e não há em português uma palavra para traduzi-la:

>>> “é quando uma empresa faz preços abaixo do mercado para quebrar o concorrente”.

É demais... Nestas horas, o termo estrangeiro é bem-vindo, pois enriquece a língua. E há outros bons exemplos:
"ranking", "show", "marketing", "impeachment".

São palavras devidamente incorporadas à nossa língua cotidiana.

Portanto, nada de radicalismos. É importante valorizar a língua portuguesa, mas nada de "purismo e xenofobia"...

DÚVIDAS DOS LEITORES.

1ª) Qual é o feminino de “o artista” e de “o músico”?

Para o artista, basta mudar o artigo: a artista. Temos aqui, o que chamamos substantivo “comum de dois gêneros”.
É aquele cuja forma é a mesma para o masculino e o feminino, mudando apenas o elemento "determinativo".
Veja mais exemplos:

O jovem - a jovem;
O estudante - a estudante;
O devasso - a devassa;
O jornalista - a jornalista;
O artista - a artista.

Quanto ao músico, podemos usar a forma “o músico” tanto para homens quanto para mulheres. Quando isso acontece, o substantivo é chamado de "sobrecomum".

Veja mais exemplos:

O indivíduo (homem ou mulher);
O músico;
A criança;
A vítima.

2ª) Quando devemos repetir a conjunção “ou”. Em perguntas e afirmações ou só em afirmações?

Só repetimos a conjunção “ou” quando queremos deixar clara a ideia de exclusão e só podemos usar em frases afirmativas. Em frases interrogativas, não há a necessidade da repetição.

Observe melhor:

Frase afirmativa (=ideia de exclusão):

“Ou o diretor ou o gerente deverá viajar a Brasília”.

Frase interrogativa:

“O diretor vai ficar para a reunião ou vai viajar a Brasília?”...
Toda variante linguística é válida
Na antiga Roma, mais precisamente na região central da atual Itália, ficava o "Lácio", onde se falava o "Latim". Com a propagação do grande império romano, principalmente na Europa, o Latim passou a ser a língua oficial de muitas regiões. Foi assim, com o passar do tempo, que se formaram as "línguas neolatinas":

>>> o "italiano", o "romeno", o "francês", o "provençal", o "catalão", o "espanhol"… e, como disse o poeta "Olavo Bilac":

>>> "a última flor do Lácio": (a língua portuguesa).

Como toda língua viva, o português sofre mudanças não só com o passar do tempo mas também nas diferentes regiões onde é falado. Assim sendo, é natural que haja diferenças entre o português do Brasil e o de Portugal, o de Angola, Moçambique, Timor Leste… No próprio Brasil, são normais os "regionalismos":

>>> "o gauchês, o baianês, o cearês"…

Nada disso tem a ver com certo ou errado.

Todas as variantes linguísticas são válidas e aceitáveis dentro do seu contexto. É muito pobre reduzirmos tudo a uma simplista discussão de certo ou errado. A beleza da língua portuguesa está na sua variedade, na sua riqueza vocabular, nos seus mistérios.

O mais incrível e ao mesmo tempo lindo é que o brasileiro entende o angolano e que o sertanejo se comunica com o gaúcho da fronteira. As variedades só enriquecem a nossa língua, que não perde sua "unicidade básica".

Além das diferenças regionais, temos as variantes linguísticas que caracterizam diferentes grupos.

No “policialês”, todo ser humano vira “elemento” e todo carro é “viatura”.

No “futebolês”, seu time tem que “correr atrás do prejuízo” para “fazer o dever de casa” e, assim, “fugir do fantasma do rebaixamento”.

No "teleatendimento"... “nós vamos estar analisando seu problema”, depois “vamos estar retornando sua ligação” e, por fim, “vamos estar enviando a resposta”.

“A nível de executivo"... é preciso “alavancagem de vendas” e “fidelização de clientes”.

No “internetês”... “tb axo q vc naum eh burro”.

E assim vai… temos ainda o “juridiquês”, onde tudo é procrastinado, o “economês”, que adora um “nicho de mercado”, o “trafiquês”, o “surfês”…

Tudo isso é interessante e curioso. Todas essas variantes linguísticas são válidas e têm sua utilidade, mas não devemos esquecer que, por trás de todas elas, há uma língua portuguesa comum, básica, padrão. É a língua geral.
É aquela que faz com que todos esses grupos se comuniquem e se entendam.
DÚVIDAS DOS LEITORES...

1ª) - O correto é “não tem a ver” ou “não tem que ver”?

>>> Tanto faz... O fato de a expressão “não tem a ver” ser um "galicismo" não é crime. Já se foi o tempo em que os galicismos eram considerados “erros”.

Palavras como atelier, abajur, chofer, detalhe e tantas outras já estão devidamente registradas em nossos dicionários e são plenamente aceitáveis. Portanto, não se sinta um criminoso por preferir a forma “não tem a ver”.
2ª) Leitor tem dúvida quanto ao uso do acento da crase em “candidatos a vereador” e “candidatos à reeleição”.

Vejamos a diferença:

a) - Candidatos a vereador (sem o acento da crase);
b) - Candidatos à reeleição (com o acento da crase).

A diferença é que no primeiro caso não há o "artigo definido". (Vereador), além de ser um substantivo masculino, está tomado no sentido genérico, isto é, sem artigo definido. No segundo caso, ocorre a crase, porque temos o artigo “a” feminino que define a reeleição, mais a preposição “a”. No masculino, corresponderia a “candidatos ao cargo”.
3ª) Leitor quer saber:
em “O parcelamento não poderá ser pago a perder de vista”... esse “a” é craseado?

É impossível haver crase antes de verbos, por um motivo muito simples:

>>> "jamais haverá artigo antes do verbo". Temos apenas a preposição “a”. Observe melhor:

“…a perder de vista”;
“…a partir das 10h”;
“…começou a chorar”;
“…prefere sair a ficar em casa”.
4ª) “Os filhos têm de obedecer aos pais ou obedecer os pais?”.

O verbo OBEDECER é "transitivo indireto", portanto “os filhos têm de obedecer aos pais”.
5ª) Qual é a diferença entre INVERTER e REVERTER?

Na frase:

>>> “O Cruzeiro fez três gols no primeiro tempo e ficou difícil para o Náutico INVETER ou REVERTER o resultado?”

Rigorosamente, “ficou difícil INVERTER o resultado”, e não “reverter” como estamos acostumados a ouvir. Se um clube está perdendo e precisa ganhar o jogo, só invertendo o resultado, ou seja, INVERTER significa “mudar para o oposto”. REVERTER significa voltar ao ponto de partida.

Uma situação irreversível é aquela que “não tem volta”. Reverter o quadro político ou econômico significa “voltar à situação anterior”. Em geral, não é isso o que se quer dizer. Queremos, na verdade, é inverter a situação, ou seja, se está ruim queremos que a situação fique boa.
Ocorre crase em “a vista, a venda e a porta”?

VOCÊ SABE…

…qual é a origem dos "quintos dos infernos?"

"Quinto"... como todos sabem, é o numeral ordinal correspondente a cinco: “O brasileiro chegou em quinto lugar”. Como numeral fracionário, corresponde a cada uma das cinco partes iguais em que pode ser dividido um todo:

>>> “Comeu um quinto do bolo”.

No período colonial, o "quinto" correspondia ao imposto de 20% que o erário português cobrava sobre o ouro, a prata e os diamantes extraídos do "solo brasileiro".

Quintos é um substantivo masculino plural, e significa “um lugar muito distante ou desconhecido”. Os quintos (sempre no plural) estão geralmente associados ao inferno, daí mandar alguém para “os quintos dos infernos”.

É interessante notar que falamos dos "quintos dos infernos", e não do “quinto” dos infernos, uma vez que (acho !!!!) não estamos nos referindo "aquele inferno" que fica entre o quarto e o sexto inferno, muito menos à quinta parte do inferno…

Segundo o dicionário Houaiss, a expressão “ir ou mandar para os quintos” vem de “ir na nau dos quintos”, ou seja... ir degredado para o Brasil (a nau dos quintos era a que levava à metrópole o "imposto de 20%" sobre os metais preciosos).

Por isso, “ir para os quintos” significava ser banido para esse lugar distante e desconhecido, que era o Brasil.

Acredite... “os quintos dos infernos” era o Brasil !!!!

(Banda Devassa - Rio. 04/11/2018).

sábado, 3 de novembro de 2018

Banda Devassa - "Papo Rural" (Mestre Jonas).

Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).


"FUSÃO DOS MINISTÉRIOS DO MEIO AMBIENTE E
AGRICULTURA... GERA CRÍTICA" !!!!

O Ministério do "Meio Ambiente" recebeu nesta quarta-feira (31/10) com "surpresa e preocupação" a decisão do governo eleito de "Jair Bolsonaro" de fundir a pasta com o "Ministério da Agricultura", um projeto que segundo críticos deixaria o cuidado do meio ambiente nas mãos do poderoso setor do "agronegócio".

- "Os dois órgãos são de imensa relevância nacional e internacional e têm agendas próprias, que se sobrepõem apenas em uma pequena fração de suas competências". (afirma o ministro do Meio Ambiente, "Edson Duarte").

A declaração alerta, em sintonia com representantes da sociedade civil, que a medida terá consequências negativas para o cuidado do meio ambiente e para a economia do país.

Com a fusão:

- "economia nacional sofreria, especialmente o agronegócio, diante de uma possível retaliação comercial por parte dos países importadores". (acrescenta).

"Protegemos nossas riquezas naturais, como os biomas, a água e a biodiversidade, contra a exploração criminosa e predatória, de forma a que possam continuar cumprindo seu papel essencial para o desenvolvimento socioeconômico". (explica Duarte, que propõe um diálogo transparente e qualificado com o governo eleito no período de transição).

Pelo menos dois abaixo-assinados circulam nas redes sociais na tentativa de frear a iniciativa. Uma deles, no site (peticaopublica.com.br,) já havia recolhido mais de 460.000 adesões nesta quarta-feira.

"Bolsonaro", que assumirá o cargo em 1º de janeiro, foi eleito no domingo com 55% dos votos válidos e conta com amplo apoio do agronegócio, responsável por uma parcela considerável do PIB.

Entretanto, mesmo entre os membros da bancada ruralista da Câmara dos Deputados esse projeto desperta "preocupação".

"Precisamos ainda entender como viria isso... por isso não vou dizer se sou a favor ou contra, mas nos traz sim uma preocupação de trazer para dentro da Agricultura um ministério desse tamanho e complexidade". (disse a líder da bancada ruralista, "Tereza Cristina" - DEM-MS).

O Ministério do Meio Ambiente se ocupa entre outros temas das licenças ambientais às concessões de obras de infraestrutura, como a construção de hidrelétricas ou de plataformas de petróleo.

Em agosto, e uma visita ao estado amazônico de Roraima, "Bolsonaro" criticou os controles das agências estatais de temas ambientais, (ICMbio e Ibama), que "prejudicam quem quer produzir".

O general "Oswaldo Ferreira", provável ministro do Transporte no próximo governo, declarou em uma entrevista recente ao jornal Estado de S.Paulo que na década de 1970 - (quando o governo militar construiu uma rodovia que atravessa a floresta amazônica) - não existiam órgãos "reguladores" para "encher o saco".

Durante a campanha, Bolsonaro indicou que poderia voltar atrás na fusão, mas manteve a decisão depois de eleito.

"Agricultura e Meio Ambiente estarão no mesmo ministério, como desde o primeiro momento". (anunciou na terça-feira o deputado "Onyx Lorenzoni", futuro chefe de gabinete).

...
A ONG "Greenpeace" se opõe à fusão, por considerar que colocará o Brasil, o país mais biodiverso e com a floresta mais importante do mundo, na "contramão do resto do mundo".

- "Mercados internacionais e consumidores querem garantias de que o nosso produto agrícola não esteja manchado com a destruição florestal. Ao extinguir o Ministério do Meio Ambiente, reduziremos o combate ao desmatamento, perdendo competitividade, o que pode inclusive afetar a geração de empregos". (afirmou o Greenpeace em comunicado).

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura - (composta por dezenas de organizações da sociedade civil, acadêmicos e também por empresas que defendem a indústria sustentável) -, também criticou a fusão.

- "Ambas as agendas (meio ambiente e agricultura) são fundamentais para garantir o balanço entre a conservação ambiental e a produção sustentável e devem ter o mesmo peso na tomada de decisão do governo". (escreveu a coalizão em comunicado).

Para a ONG Observatório do Clima, a decisão "antecipa o início do desmonte da governança ambiental do Brasil".

(Banda Devassa - Rio. 03/11/2018).

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Banda Devassa - "Marina Julia" - Praça Marechal Mauricio Cardoso. Vídeo ...

Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).


O LEGADO QUE FICA PARA TRÁS...

São tantas pessoas que já passaram pelos nossos caminhos e que não estão mais entre nós que por vezes é difícil conter a emoção.

O dia de finados não deve ser um dia triste, pois este é o dia em que homenageamos as lembranças que essas pessoas nos trazem e a diferença que fizeram em nossas vidas.

Portanto, ao invés de focarmos na falta que essas pessoas fazem em nossas vidas, vamos agradecer pelo que elas fizeram ainda em vida e pelo "legado que deixaram".

Um dia de agradecimentos, comunhão e união para todos que um dia já perderam alguém. (By Banda Devassa - 02/11/2018).

Mensagem para o Dia de Finados

Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).


QUE DEUS NOS DÊ PAZ...

Parece que foi ontem que aqui estivemos, todos que amamos você, para nos despedirmos e levar você para sua última morada, onde esperava um anjo do Senhor para guiar você.

Neste dia de finados lembramos com amor, e ainda muita dor, o dia da sua partida. O dia triste em que você nos deixou. A sua falta é ainda muito sentida por nós.

Falta você na nossa mesa, falta a sua risada no fim das nossas piadas, falta a sua voz trazendo gargalhadas, falta o seu coração batendo quente perto de nós.

Passe o tempo que passar, a saudade que sentimos e o desejo de ter você por perto nunca vão passar. Você é parte presente das nossas histórias e nossas vidas.

Mas não podemos e não somos nada contra a vontade Deus. Por isso cabe-nos apenas pedir conforto para nossos corações, paz e muita luz para guiar os nossos caminhos sem você.

Que Deus nos abençoe e nos dê sabedoria para lidar com a sua dolorosa ausência. E que Ele lhe conceda a mesma paz que você sempre trouxe para as nossas vidas. Amém !!!!

(By Banda Devassa - Rio. - 02/11/2018).