quarta-feira, 6 de março de 2019

Banda Devassa - "Marina Julia" - Praça Marechal Mauricio Cardoso. Vídeo ...

ACORDA PRESIDENTE !!!! (Quarta-feira - 06/03/2019).


ENTENDENDO... "BOÇAL-NERO" !@!!
(por trás da postagem obscena de Bolsonaro - Quarta-feira - 06/03/2019).

Na terça-feira (05), o presidente "Jair Bolsonaro" (PSL) publicou em sua conta no Twitter um vídeo considerado como "conteúdo adulto"...

Numa cena do carnaval paulista, um homem dança em cima de um ponto de ônibus. A certa altura, introduz o (dedo no ânus)...
Um segundo rapaz, então, urina na cabeça do que dançava.

"Bolsonaro" usa na publicação uma estratégia conhecida como “exemplar saliente”, comum em tentativas de difamação.

Na definição de "George Lakoff", professor aposentado de Ciências Cognitivas e Linguística na Universidade da Califórnia em Berkeley, (exemplar saliente) é um caso fora da curva, geralmente raro e negativo, usado de forma sensacionalista como representativo de todo um grupo social.

Ao escrever...
>>> “é isto que tem (sic) virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro”.

Bolsonaro sugere essa intenção.

A reportagem da Folha de S. Paulo conversou com pessoas que testemunharam a cena no cortejo do (bloco Blocu), no centro da capital paulista. O jornal afirma que os entrevistados descrevem o momento como “isolado no evento”.

Hoje, quarta-feira (06)...
Bolsonaro seguiu alimentando a polêmica no Twitter...

"Lakoff" classifica a estratégia dos "exemplares salientes" como parte do método do "discurso de ódio" - (uso da linguagem para difamar, depreciar ou desumanizar uma classe ou grupo de pessoas atribuindo-lhes certas propriedades inerentes).

>>> “Exemplos típicos são imoralidade, inferioridade intelectual, criminalidade, falta de patriotismo, preguiça, falta de confiança, ganância e tentativas ou ameaças de dominar seus... SUPERIORES NATURAIS". (escreve Lakoff).

Os "exemplares salientes" são, assim, usados para julgar, muitas vezes de maneira precipitada, o restante do grupo.
É uma estratégia de "manipulação", (conforme define Lakoff em artigo conjunto com Gil Duran no Guardian).

O texto do jornal britânico foca no uso da linguagem pelo presidente americano "Donald Trump".

>>> “Ele é um mestre em difamar grupos inteiros de pessoas como mentirosos, estupradores, terroristas - (ou, no caso das agências policiais e de inteligência dos EUA) - agentes da corrupção”.

Não é a primeira vez que a estratégia é usada no Brasil...

Durante as manifestações (#EleNão) em repúdio ao então candidato Bolsonaro, em setembro do ano passado, casos de nudez feminina nos protestos foram apresentados por perfis conservadores como evidências da “depravação” do movimento.

E, no terreno da EDUCAÇÃO, o "Escola Sem Partido" tenta provar, por meio de denúncias de aulas e outros momentos da vida escolar, que estaria em curso um amplo processo de doutrinação nas redes pública e particular.

O site do movimento apresenta algumas dezenas de depoimentos e vídeos...

O Brasil tem cerca de 48 milhões de estudantes.

"Entendendo (!@!!) Bolsonaro"... ACORDA PRESIDENTE !!!!

terça-feira, 5 de março de 2019

BANDA DEVASSA

Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).


"REFLEXÕES SOBRE A PREVIDÊNCIA DOS MILITARES"...
(General Roberto Maciel Santos e
Coronel José Antônio Bordeira - 28 de fevereiro de 2019).

Assistimos à "Renata Lo Prete", no (Painel de 25/02/19), na Globonews, entrevistando "Paulo Tafner", um dos formuladores da proposta da Previdência, e o assunto eram "os militares"...

O entrevistado, sobriamente, disse, em outros termos, que ainda há muito preconceito contra os militares em certos extratos, por conta das brasas já quase apagadas, mas ainda quentes, acesas nos idos de 1964.

A aposentadoria, aparentemente “precoce”, é quase uma necessidade pelas peculiaridades da profissão. A higidez e o bom desempenho físico são atributos essenciais às atividades de Defesa; o plano de carreira impõe aos militares muitas transferências ao longo dos seus 30, 35 anos de serviço, com consequências nem sempre positivas na educação, na vida familiar e social, particularmente dos filhos.

Se nos permitem um pouco de "romantismo", quantas amizades e amores ficam para trás... A estrutura piramidal da carreira, por outro lado, recomenda que o topo abra espaços para os escalões intermediários, possibilitando a sua ascensão, e assim evitando congestionamentos que comprometam a saudável renovação dos quadros.

Diante dessas peculiaridades, (sugere Tafner), deve, o militar, retirar-se mais cedo do serviço ativo, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. O caso de Israel nos idos de 1995 é esclarecedor.

Lá os quadros permanentes eram menores e na passagem para a reserva perdiam algo como 20% dos vencimentos. Todavia, o militar retirado recebia um salário por cada ano de serviço, algo como um "Fundo de Garantia" - (que não se tem no Brasil) - além de vencimentos comparáveis a outras carreiras de Estado.

O que o militar quer é salário decente, como a PF, o Judiciário, e o Ministério Público. Assim poderá fazer, na ativa, o seu “pé de meia”, comprar o seu imóvel - (em geral único) - e... com esforço, bem educar os filhos.

Na reserva, se o mercado de trabalho lhe for favorável, aproveitando sua sólida formação, conhecimento de Brasil e experiência profissional, poderá ter uma complementação salarial ainda necessária ou desejada.
Vive-se um verdadeiro “frisson” com a previdência dos militares, quando a grande maioria dos que tratam do assunto, pertencentes à "elite intelectual brasileira", não se detêm nas características únicas da carreira.

Talvez seja a hora de deixarem de lado o "preconceito" e entenderem que "o braço forte do Brasil é mão amiga de cada brasileiro".

(Banda Devassa-Rio - 05 de março de 2019).

BANDA DEVASSA

Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).


"REFLEXÕES SOBRE A PREVIDÊNCIA DOS MILITARES"...
(General Roberto Maciel Santos e
Coronel José Antônio Bordeira - 28 de fevereiro de 2019).

Assistimos à "Renata Lo Prete", no (Painel de 25/02/19), na Globonews, entrevistando "Paulo Tafner", um dos formuladores da proposta da Previdência, e o assunto eram "os militares"...

O entrevistado, sobriamente, disse, em outros termos, que ainda há muito preconceito contra os militares em certos extratos, por conta das brasas já quase apagadas, mas ainda quentes, acesas nos idos de 1964.

A aposentadoria, aparentemente “precoce”, é quase uma necessidade pelas peculiaridades da profissão. A higidez e o bom desempenho físico são atributos essenciais às atividades de Defesa; o plano de carreira impõe aos militares muitas transferências ao longo dos seus 30, 35 anos de serviço, com consequências nem sempre positivas na educação, na vida familiar e social, particularmente dos filhos.

Se nos permitem um pouco de "romantismo", quantas amizades e amores ficam para trás... A estrutura piramidal da carreira, por outro lado, recomenda que o topo abra espaços para os escalões intermediários, possibilitando a sua ascensão, e assim evitando congestionamentos que comprometam a saudável renovação dos quadros.

Diante dessas peculiaridades, (sugere Tafner), deve, o militar, retirar-se mais cedo do serviço ativo, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. O caso de Israel nos idos de 1995 é esclarecedor.

Lá os quadros permanentes eram menores e na passagem para a reserva perdiam algo como 20% dos vencimentos. Todavia, o militar retirado recebia um salário por cada ano de serviço, algo como um "Fundo de Garantia" - (que não se tem no Brasil) - além de vencimentos comparáveis a outras carreiras de Estado.

O que o militar quer é salário decente, como a PF, o Judiciário, e o Ministério Público. Assim poderá fazer, na ativa, o seu “pé de meia”, comprar o seu imóvel - (em geral único) - e... com esforço, bem educar os filhos.

Na reserva, se o mercado de trabalho lhe for favorável, aproveitando sua sólida formação, conhecimento de Brasil e experiência profissional, poderá ter uma complementação salarial ainda necessária ou desejada.
Vive-se um verdadeiro “frisson” com a previdência dos militares, quando a grande maioria dos que tratam do assunto, pertencentes à "elite intelectual brasileira", não se detêm nas características únicas da carreira.

Talvez seja a hora de deixarem de lado o "preconceito" e entenderem que "o braço forte do Brasil é mão amiga de cada brasileiro".

(Banda Devassa-Rio - 05 de março de 2019).