Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazere).
O SILÊNCIO !!!!
"O silêncio é o segredo da felicidade e do sucesso!"
Já perceberam que os melhores lugares para estar são extremamente silenciosos?
Já notaram que quando estamos enfermos, tristes ou com raiva, o silêncio é um dos melhores aliados e remédios para nossa recuperação?
Pois bem, pessoal. Em nossas vidas, de um modo geral, o silêncio é, sem sombra de dúvidas, uma arma poderosíssima !!!!
Desde a antiguidade, inúmeros pensadores já descreviam essa teoria. Mas vale frisar que também não devemos guardar tudo para nós. Ter um ombro amigo para chorar e desabafar faz parte da vida de qualquer indivíduo.
Mas saiba identificar quem está "apto para lhe ouvir". Na maioria das vezes, o melhor a nos ouvir é Deus e sempre será. Se você é incrédulo, converse mais consigo mesmo.
E quanto mais o tempo passa, mais percebo a importância de se guardar as palavras. Percebe-se que as maiores conquistas que alcançamos na vida, foram por ter guardado dos outros.
Sabe aquela sonhada carteira de motorista? Talvez você ainda não tenha conseguido por ter contado para a pessoa errada. Sabe aquele emprego ou cargo almejado há tempos? Talvez ainda não veio, devido aos ouvidos alheios. E aquela casa ou carro do ano?
E por aí vai...
>>> Palavras e pensamentos têm poder. E como tem !!!! Mas... a isso, eu darei ênfase em outra oportunidade.
O simples fato da pessoa não querer o seu sucesso, já será o suficiente para atrair energias negativas para você, impedindo assim o seu sucesso ou a sua conquista, podendo até fechar portas que estavam prestes a se abrir.
Sempre que pretender dar um passo à frente em sua vida, seja em qualquer área... "silêncio!"
Há coisas que somente você e Deus precisam saber.
E se precisar de opiniões, conselhos ou aquela ajuda de alguém de carne e osso, procure seus pais ou alguma pessoa de sua confiança. Mas tem que ser de muita confiança mesmo. O que ninguém sabe... ninguém estraga !!!!
E venhamos e convenhamos que, quando anunciamos uma vitória ou conquista em nossas vidas, o sabor é infinitamente melhor. Pois aí, já é seu e ninguém poderá mudar isso.
Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazere).
O SILÊNCIO !!!!
"O silêncio é o segredo da felicidade e do sucesso!"
Já perceberam que os melhores lugares para estar são extremamente silenciosos?
Já notaram que quando estamos enfermos, tristes ou com raiva, o silêncio é um dos melhores aliados e remédios para nossa recuperação?
Pois bem, pessoal. Em nossas vidas, de um modo geral, o silêncio é, sem sombra de dúvidas, uma arma poderosíssima !!!!
Desde a antiguidade, inúmeros pensadores já descreviam essa teoria. Mas vale frisar que também não devemos guardar tudo para nós. Ter um ombro amigo para chorar e desabafar faz parte da vida de qualquer indivíduo.
Mas saiba identificar quem está "apto para lhe ouvir". Na maioria das vezes, o melhor a nos ouvir é Deus e sempre será. Se você é incrédulo, converse mais consigo mesmo.
E quanto mais o tempo passa, mais percebo a importância de se guardar as palavras. Percebe-se que as maiores conquistas que alcançamos na vida, foram por ter guardado dos outros.
Sabe aquela sonhada carteira de motorista? Talvez você ainda não tenha conseguido por ter contado para a pessoa errada. Sabe aquele emprego ou cargo almejado há tempos? Talvez ainda não veio, devido aos ouvidos alheios. E aquela casa ou carro do ano?
E por aí vai...
>>> Palavras e pensamentos têm poder. E como tem !!!! Mas... a isso, eu darei ênfase em outra oportunidade.
O simples fato da pessoa não querer o seu sucesso, já será o suficiente para atrair energias negativas para você, impedindo assim o seu sucesso ou a sua conquista, podendo até fechar portas que estavam prestes a se abrir.
Sempre que pretender dar um passo à frente em sua vida, seja em qualquer área... "silêncio!"
Há coisas que somente você e Deus precisam saber.
E se precisar de opiniões, conselhos ou aquela ajuda de alguém de carne e osso, procure seus pais ou alguma pessoa de sua confiança. Mas tem que ser de muita confiança mesmo. O que ninguém sabe... ninguém estraga !!!!
E venhamos e convenhamos que, quando anunciamos uma vitória ou conquista em nossas vidas, o sabor é infinitamente melhor. Pois aí, já é seu e ninguém poderá mudar isso.
Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).
QUAL O SEGREDO DA FELICIDADE?
(É o que revela um estudo da Harvard).
"FIQUE LIGADO, É CIENTIFICAMENTE COMPROVADO, SAÚDE COM ATITUDE"
Vou iniciar com uma passagem de "Paramahansa Yogananda". Ele estava com um grupo de devotos em uma meditação no deserto, em volta de uma fogueira, quando um de seus discípulos interrompeu o silêncio da prática e perguntou:
>>> “Mestre, nascemos sozinhos e morremos sozinhos. Por que precisamos desses encontros e retiros em grupo?”
"Yogananda", mantendo o silêncio meditativo, apenas tirou uma brasa da fogueira e todos notaram que ela esfriou rapidamente. Imediatamente em seguida, Yogananda devolveu a brasa na fogueira e a brasinha, que tinha se apagado, se iluminou e incandesceu. E sem precisar de uma única palavra, Yogananda mostrou ao grupo a importância das conexões.
O QUE NOS MANTEM FELIZES E SAUDÁVEIS?
Se você fosse investir no seu futuro onde você colocaria energia, onde investiria seu tempo? Quais os principais objetivos da sua vida?
Por 75 anos, a equipe do psiquiatra e psicanalista "Robert Waldinger", PhD e quatro gerações anteriores de pesquisadores rastrearam a vida de 724 homens procurando a resposta a essas perguntas. No início da pesquisa 80% dos entrevistados responderam que era preciso ser rico para ser feliz e saudável. 50% também associaram felicidade à fama. Ano após ano, os participantes respondiam um questionário sobre seu trabalho, sua vida em casa e nos relacionamentos para determinar o que torna uma pessoa feliz e saudável.
O que se concluiu deste estudo é uma importante lição de vida:
>>> "Resumidamente, bons relacionamentos nos mantém felizes e saudáveis".
Como foi no início da pesquisa, ainda hoje muitas pessoas acreditam que o "dinheiro" e a "fama" são os fundamentos para uma boa vida. Por isso, passam o tempo fazendo dessas coisas uma prioridade, "ignorando seus relacionamentos".
Mas falta a essas pessoas uma melhor compreensão do que a boa vida realmente pode ser. O estudo, que teve início em 1938 e durou 75 anos de pesquisa comprovou que os relacionamentos são o que mais tem impacto sobre a felicidade e saúde das pessoas.
>>> Esse estudo chega a 3 conclusões, ou melhor... lições que foram compartilhadas por "Robert Waldinger", sobre como construir uma vida plena, longa, saudável e feliz.
01 - Conexões sociais são muito boas para nós. As pessoas que estão socialmente conectadas com a família, amigos e comunidade são mais felizes, fisicamente mais saudáveis e vivem mais do que pessoas que tem poucas conexões. No entanto, "a solidão mata". A experiência da solidão é tóxica. Pessoas que são mais isoladas do que gostariam são menos felizes, sua saúde decai precocemente na meia idade, seu cérebro se deteriora mais cedo e suas vidas são mais curtas. E a parte mais triste da pesquisa, realizada nos EUA, é que um em cada cinco norte-americanos relatou estar solitário. Será que esta é uma realidade mundial? Mas o que é solidão? É fato que você pode sentir-se solitário no meio de uma multidão, e até mesmo estando num relacionamento ou casamento. Estar casado ou cercado por centenas de amigos no Facebook curtindo suas publicações não é suficiente. Relacionamentos reais não são virtuais ou superficiais, mas sim afetivos e amorosos.
02 - E então temos a segunda lição. O que importa é a qualidade das relações mais próximas. Viver no meio de conflitos é ruim para a nossa saúde. Relacionamentos sem afeto podem ser muito pior do que o divórcio. Já viver em meio a relações boas e reconfortantes nos protege. Ter pessoas que se importam nos dá segurança, sensação de proteção e bem estar. Atualmente cerca de 60 dos originais 724 homens que participaram da pesquisa ainda estão vivos. Como os pesquisadores acompanharam os participantes da pesquisa por até seus 80 anos, eles foram entrevistados na meia idade para predizer quais iam se tornar octogenários felizes e saudáveis. E o que os dados revelaram é que não foi o nível de colesterol ou hipertensão que definiu como eles envelheceriam, mas o quão satisfeitos estavam em seus relacionamentos. As pessoas que estavam mais satisfeitas em seus relacionamentos aos 50 anos eram as mais saudáveis aos 80. Relacionamentos bons e íntimos parecem nos proteger de algumas circunstâncias adversas ao envelhecer. Os homens e mulheres mais felizes em uma relação relataram, aos 80 anos, que nos dias que tinham mais dor física, seu humor continuava ótimo. Mas as pessoas que estavam em relacionamentos infelizes, nos dias em que tinham dor ela era intensificada pela dor emocional.
03 - A terceira grande lição sobre relacionamentos e a saúde foi que boas relações não protegem apenas o corpo, mas também o cérebro. Estar em um relacionamento íntimo e saudável com outra pessoa é algo protetor para a memória. Saber que podemos contar com outras pessoas em caso de necessidade mantém o cérebro e as memórias preservadas por mais tempo. As pessoas cujos relacionamentos sugerem que não podem contar com o outro têm declínio de memória mais cedo.
Mas estamos falando de relacionamentos perfeitos? Não. Os relacionamentos bons não necessariamente são tranquilos o tempo todo. Os casais da pesquisa discutiam um com o outro dia sim, dia não mas, contanto que sentissem que poderiam contar um com o outro quando as coisas ficassem difíceis, aquelas discussões não prejudicariam suas memórias.
Essa mensagem de que relações próximas e saudáveis são boas para a saúde e bem-estar já é uma sabedoria antiga. Por que então é tão difícil de assimilá-la e tão fácil de ignorá-la? E a resposta a isso é a nossa falha humanidade. Somos humanos e nos distanciamos da nossa real natureza, do que importa de fato. Achamos que estamos aqui para "ter e fazer" e esquecemos que estamos aqui para "SER". E não tem como fazer um conserto rápido ou uma "receitinha" pra resolver os problemas nas relações. Você não vai numa farmácia, compra um remedinho e resolve tudo. É o que realmente gostaríamos não é? Algo que pudéssemos obter que tornaria nossas vidas boas e as manteria assim. "É exatamente a ilusão da riqueza". Poder comprar tudo. Afinal, relacionamentos são confusos e complicados. Dá trabalho zelar pela família e pelos amigos e, além disso, é para a vida inteira. Nunca cessa. E tudo isso contradiz com a vida moderna na qual sempre buscamos soluções rápidas e relacionamentos cada vez mais virtuais...
80% dos participantes da pesquisa quando estavam se tornando jovens adultos realmente acreditavam que fama, riqueza e grandes conquistas era tudo o que eles precisavam correr atrás para ter uma boa vida. Mas ao longo dos 75 anos de estudo foi mostrado que as pessoas que se deram melhor foram as bem relacionadas com a família, amigos e com a comunidade. As pessoas mais felizes do estudo após a aposentadoria foram as que empreenderam para substituir colegas de trabalho por companheiros.
E quanto a "VOCÊ?" Esteja você com 25, 40 ou 60 anos. Como estão os seus relacionamentos? Já te ocorreu em contatar aquela pessoa com quem você não fala há anos, trocar a TV por uma boa conversa com familiares em casa? Superar diferenças? >>> Finalizando... o estudo mostrou que conflitos familiares deixam marcas terríveis nas pessoas que guardam rancor. "Não permita que isso aconteça com você".
“Não há tempo, tão curta é a vida para discussões banais, desculpas, amarguras, tirar satisfações. Só há tempo para amar, e mesmo para isso, é só um instante". (Mark Ywain).
E então voltamos ao início quando fiz uma citação de "Yogananda". Somos um organismo social criado pelo meio no qual estamos inseridos e interligados. Não existe "você". Não existe "o eu". O mundo que você vê é individualizado, baseado no "sacrifício da Unicidade".
É um retrato da desunião completa e da total falta de encontro. Saiba que todos os conflitos... "são conflitos de ideias".
>>> "Você" não tem inimizade com ninguém, o que existe são divergências de ideias"...
Tem um outro estudo, que vou mencionar apenas rapidamente, que mostrou que a minha felicidade não depende apenas das minhas ações... pensamentos e comportamentos mas das ações, pensamentos e comportamentos das pessoas com quem estou diretamente conectado, amigos, esposa, marido, vizinho, colegas de trabalho. Então não é apenas o comportamento que se espalha na rede mas também o estado emocional. Somos uma somatória de comportamentos e pensamentos compartilhados. Somos seres interdependentes. Somente a união das consciências individuais com a consciência grupal pode levar à sabedoria e à felicidade. (Banda Devassa).
Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).
ACORDA BRASIL !!!!
SOLDADO DO EXÉRCITO: POR VOCÊ... POR TODOS !!!!
>>> “… não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro ou criar antagonismos que nunca existiram. O soldado é um cidadão fardado, com todos os seus atributos e defeitos".
Em tempos de eleições e descrença flagrante na classe política, os discursos de candidatos que fazem apologia à formação e ao ideário militar despertaram sentimentos de revolta em alguns grupos sociais. É perigoso notar que tais grupos buscam denegrir a imagem dos militares, de forma generalizada, trazendo à tona fatos históricos fora de contexto e associando-lhes um comportamento antidemocrático e segregador, como se fosse possível dissociá-los do restante da população.
Aproveitando o mês das comemorações do Dia do Soldado do Exército Brasileiro, a Banda Devassa vem mostrar quem, de fato, é esse militar e quais são suas origens, à luz do pensamento social brasileiro, tendo como base a perspectiva da formação da nossa Nação. Esperamos conseguir ponderar os argumentos daqueles grupos que, muitas vezes, são carregados de ideologias e... "falta de conhecimento da história".
De início, não há como falar de "nacionalidade brasileira" sem mencionar "Gilberto Freyre" e seu livro "Casa Grande e Senzala". Afirma o autor que ela é produto de um “equilíbrio de antagonismos”, característico do nosso período colonial. Segundo Freyre, não sofremos um processo puro de europeização no Brasil, pois tivemos influência da cultura indígena e da mediação africana.
O escritor destaca a "miscigenação" como uma das características marcantes dessa formação social em terras brasileiras, que se apoiou na isenção de qualquer tipo de preconceito de raça por parte do colonizador português. Aqui, diferentemente do que ocorreu no México e Peru, aproveitou-se da gente nativa para o trabalho e a formação da família.
"Nossos soldados"... têm muito desses primeiros habitantes. Como relatou o coronel e historiador "João Batista Magalhães", em seu trabalho "sobre a evolução militar do Brasil", muito devemos aos aborígenes, com seus diversos graus de cultura e diferenciação de costumes. O pesquisador registrou que o hábito da vida na floresta dava-lhes assinalada faculdade de caçadores. As notórias capacidades, aperfeiçoadas ao longo do tempo, tipificam, hoje... "um dos melhores combatentes em ambiente de selva", reconhecidos internacionalmente: "OS SOLDADOS BRASILEIROS" !!!!
Do "Império" até a "Guerra da Tríplice Aliança" (1864-1870), percebe-se o quanto nossos soldados eram cidadãos comuns e "PATRIOTAS", como se observa no relato exultante de "Francisco Otaviano", diplomata e poeta, sobre a entrada das tropas brasileiras ao sul do Paraguai, em 1866:
>>> “Vivam os brasileiros, sejam brancos, negros, mulatos ou caboclos! Vivam! Que gente brava!”. (A despeito da imprecisão dos dados demográficos existentes na ocasião, praticamente um quarto da população da época era composta de "escravos negros").
Sendo assim... o Exército Brasileiro dificilmente poderia ser compreendido como uma força de escravos, contrariando o que muitos ainda pensam hoje...
Dessa forma, falar dos "soldados do Exército" é falar da mesma gente da nossa terra, da mistura de raças tão bem colocada por "Freyre" e das gentes que inspiraram "Hendrik Kraay", quando escreveu o artigo sobre os "zuavos baianos" e outras companhias negras na "Guerra do Paraguai":
>>> “a guerra foi uma experiência racialmente compartilhada, que forjou a nacionalidade nos campos de batalha".
No século XX, durante a "2ª Guerra Mundial", nossos "pracinhas", superando toda sorte de dificuldades em um conflito ultramarino e em "favor da democracia", foram combater o "nazifascismo na Itália", com o (apoio explícito da população). A Força Expedicionária Brasileira representou o sentimento do País, cuja canção retrata fielmente o vínculo do soldado com o cidadão comum:
CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO.
Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
(DE ALMEIDA, Guilherme; ROSSI, Spartaco. - "Canção do Expedicionário")
Portanto... "não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro"... ou criar antagonismos que nunca existiram. "O soldado é um cidadão fardado", com todos os seus atributos e defeitos. Por certo que a profissão militar não é para todos, assim como não é a do médico ou advogado. Não somos nem melhores, nem piores; "apenas diferentes", como diz um conhecido bordão.
"Caio Prado Junior", em "Formação do Brasil Contemporâneo", referiu-se a uma “uniformidade de atitudes”, incluídas aí as crenças, a língua e os usos, que favoreceram a base psicológica e moral da Nação brasileira e mantiveram sua integridade desde a época colonial...
>>> "Façamos dessa marca tipicamente brasileira, nossa fusão de raças e nosso maior trunfo para construir um Brasil digno para as próximas gerações".
>>> Nunca esqueça que, dentro de cada Soldado, existe um brasileiro como VOCÊ... "por você e por todos nós" !!!!
Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).
ACORDA BRASIL !!!!
SOLDADO DO EXÉRCITO: POR VOCÊ... POR TODOS !!!!
>>> “… não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro ou criar antagonismos que nunca existiram. O soldado é um cidadão fardado, com todos os seus atributos e defeitos".
Em tempos de eleições e descrença flagrante na classe política, os discursos de candidatos que fazem apologia à formação e ao ideário militar despertaram sentimentos de revolta em alguns grupos sociais. É perigoso notar que tais grupos buscam denegrir a imagem dos militares, de forma generalizada, trazendo à tona fatos históricos fora de contexto e associando-lhes um comportamento antidemocrático e segregador, como se fosse possível dissociá-los do restante da população.
Aproveitando o mês das comemorações do Dia do Soldado do Exército Brasileiro, a Banda Devassa vem mostrar quem, de fato, é esse militar e quais são suas origens, à luz do pensamento social brasileiro, tendo como base a perspectiva da formação da nossa Nação. Esperamos conseguir ponderar os argumentos daqueles grupos que, muitas vezes, são carregados de ideologias e... "falta de conhecimento da história".
De início, não há como falar de "nacionalidade brasileira" sem mencionar "Gilberto Freyre" e seu livro "Casa Grande e Senzala". Afirma o autor que ela é produto de um “equilíbrio de antagonismos”, característico do nosso período colonial. Segundo Freyre, não sofremos um processo puro de europeização no Brasil, pois tivemos influência da cultura indígena e da mediação africana.
O escritor destaca a "miscigenação" como uma das características marcantes dessa formação social em terras brasileiras, que se apoiou na isenção de qualquer tipo de preconceito de raça por parte do colonizador português. Aqui, diferentemente do que ocorreu no México e Peru, aproveitou-se da gente nativa para o trabalho e a formação da família.
"Nossos soldados"... têm muito desses primeiros habitantes. Como relatou o coronel e historiador "João Batista Magalhães", em seu trabalho "sobre a evolução militar do Brasil", muito devemos aos aborígenes, com seus diversos graus de cultura e diferenciação de costumes. O pesquisador registrou que o hábito da vida na floresta dava-lhes assinalada faculdade de caçadores. As notórias capacidades, aperfeiçoadas ao longo do tempo, tipificam, hoje... "um dos melhores combatentes em ambiente de selva", reconhecidos internacionalmente: "OS SOLDADOS BRASILEIROS" !!!!
Do "Império" até a "Guerra da Tríplice Aliança" (1864-1870), percebe-se o quanto nossos soldados eram cidadãos comuns e "PATRIOTAS", como se observa no relato exultante de "Francisco Otaviano", diplomata e poeta, sobre a entrada das tropas brasileiras ao sul do Paraguai, em 1866:
>>> “Vivam os brasileiros, sejam brancos, negros, mulatos ou caboclos! Vivam! Que gente brava!”. (A despeito da imprecisão dos dados demográficos existentes na ocasião, praticamente um quarto da população da época era composta de "escravos negros").
Sendo assim... o Exército Brasileiro dificilmente poderia ser compreendido como uma força de escravos, contrariando o que muitos ainda pensam hoje...
Dessa forma, falar dos "soldados do Exército" é falar da mesma gente da nossa terra, da mistura de raças tão bem colocada por "Freyre" e das gentes que inspiraram "Hendrik Kraay", quando escreveu o artigo sobre os "zuavos baianos" e outras companhias negras na "Guerra do Paraguai":
>>> “a guerra foi uma experiência racialmente compartilhada, que forjou a nacionalidade nos campos de batalha".
No século XX, durante a "2ª Guerra Mundial", nossos "pracinhas", superando toda sorte de dificuldades em um conflito ultramarino e em "favor da democracia", foram combater o "nazifascismo na Itália", com o (apoio explícito da população). A Força Expedicionária Brasileira representou o sentimento do País, cuja canção retrata fielmente o vínculo do soldado com o cidadão comum:
CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO.
Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
(DE ALMEIDA, Guilherme; ROSSI, Spartaco. - "Canção do Expedicionário")
Portanto... "não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro"... ou criar antagonismos que nunca existiram. "O soldado é um cidadão fardado", com todos os seus atributos e defeitos. Por certo que a profissão militar não é para todos, assim como não é a do médico ou advogado. Não somos nem melhores, nem piores; "apenas diferentes", como diz um conhecido bordão.
"Caio Prado Junior", em "Formação do Brasil Contemporâneo", referiu-se a uma “uniformidade de atitudes”, incluídas aí as crenças, a língua e os usos, que favoreceram a base psicológica e moral da Nação brasileira e mantiveram sua integridade desde a época colonial...
>>> "Façamos dessa marca tipicamente brasileira, nossa fusão de raças e nosso maior trunfo para construir um Brasil digno para as próximas gerações".
>>> Nunca esqueça que, dentro de cada Soldado, existe um brasileiro como VOCÊ... "por você e por todos nós" !!!!
Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).
ACORDA BRASIL !!!!
SOLDADO DO EXÉRCITO: POR VOCÊ... POR TODOS !!!!
>>> “… não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro ou criar antagonismos que nunca existiram. O soldado é um cidadão fardado, com todos os seus atributos e defeitos".
Em tempos de eleições e descrença flagrante na classe política, os discursos de candidatos que fazem apologia à formação e ao ideário militar despertaram sentimentos de revolta em alguns grupos sociais. É perigoso notar que tais grupos buscam denegrir a imagem dos militares, de forma generalizada, trazendo à tona fatos históricos fora de contexto e associando-lhes um comportamento antidemocrático e segregador, como se fosse possível dissociá-los do restante da população.
Aproveitando o mês das comemorações do Dia do Soldado do Exército Brasileiro, a Banda Devassa vem mostrar quem, de fato, é esse militar e quais são suas origens, à luz do pensamento social brasileiro, tendo como base a perspectiva da formação da nossa Nação. Esperamos conseguir ponderar os argumentos daqueles grupos que, muitas vezes, são carregados de ideologias e... "falta de conhecimento da história".
De início, não há como falar de "nacionalidade brasileira" sem mencionar "Gilberto Freyre" e seu livro "Casa Grande e Senzala". Afirma o autor que ela é produto de um “equilíbrio de antagonismos”, característico do nosso período colonial. Segundo Freyre, não sofremos um processo puro de europeização no Brasil, pois tivemos influência da cultura indígena e da mediação africana.
O escritor destaca a "miscigenação" como uma das características marcantes dessa formação social em terras brasileiras, que se apoiou na isenção de qualquer tipo de preconceito de raça por parte do colonizador português. Aqui, diferentemente do que ocorreu no México e Peru, aproveitou-se da gente nativa para o trabalho e a formação da família.
"Nossos soldados"... têm muito desses primeiros habitantes. Como relatou o coronel e historiador "João Batista Magalhães", em seu trabalho "sobre a evolução militar do Brasil", muito devemos aos aborígenes, com seus diversos graus de cultura e diferenciação de costumes. O pesquisador registrou que o hábito da vida na floresta dava-lhes assinalada faculdade de caçadores. As notórias capacidades, aperfeiçoadas ao longo do tempo, tipificam, hoje... "um dos melhores combatentes em ambiente de selva", reconhecidos internacionalmente: "OS SOLDADOS BRASILEIROS" !!!!
Do "Império" até a "Guerra da Tríplice Aliança" (1864-1870), percebe-se o quanto nossos soldados eram cidadãos comuns e "PATRIOTAS", como se observa no relato exultante de "Francisco Otaviano", diplomata e poeta, sobre a entrada das tropas brasileiras ao sul do Paraguai, em 1866:
>>> “Vivam os brasileiros, sejam brancos, negros, mulatos ou caboclos! Vivam! Que gente brava!”. (A despeito da imprecisão dos dados demográficos existentes na ocasião, praticamente um quarto da população da época era composta de "escravos negros").
Sendo assim... o Exército Brasileiro dificilmente poderia ser compreendido como uma força de escravos, contrariando o que muitos ainda pensam hoje...
Dessa forma, falar dos "soldados do Exército" é falar da mesma gente da nossa terra, da mistura de raças tão bem colocada por "Freyre" e das gentes que inspiraram "Hendrik Kraay", quando escreveu o artigo sobre os "zuavos baianos" e outras companhias negras na "Guerra do Paraguai":
>>> “a guerra foi uma experiência racialmente compartilhada, que forjou a nacionalidade nos campos de batalha".
No século XX, durante a "2ª Guerra Mundial", nossos "pracinhas", superando toda sorte de dificuldades em um conflito ultramarino e em "favor da democracia", foram combater o "nazifascismo na Itália", com o (apoio explícito da população). A Força Expedicionária Brasileira representou o sentimento do País, cuja canção retrata fielmente o vínculo do soldado com o cidadão comum:
CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO.
Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
(DE ALMEIDA, Guilherme; ROSSI, Spartaco. - "Canção do Expedicionário")
Portanto... "não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro"... ou criar antagonismos que nunca existiram. "O soldado é um cidadão fardado", com todos os seus atributos e defeitos. Por certo que a profissão militar não é para todos, assim como não é a do médico ou advogado. Não somos nem melhores, nem piores; "apenas diferentes", como diz um conhecido bordão.
"Caio Prado Junior", em "Formação do Brasil Contemporâneo", referiu-se a uma “uniformidade de atitudes”, incluídas aí as crenças, a língua e os usos, que favoreceram a base psicológica e moral da Nação brasileira e mantiveram sua integridade desde a época colonial...
>>> "Façamos dessa marca tipicamente brasileira, nossa fusão de raças e nosso maior trunfo para construir um Brasil digno para as próximas gerações".
>>> Nunca esqueça que, dentro de cada Soldado, existe um brasileiro como VOCÊ... "por você e por todos nós" !!!!
Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).
ACORDA BRASIL !!!!
SOLDADO DO EXÉRCITO: POR VOCÊ... POR TODOS !!!!
>>> “… não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro ou criar antagonismos que nunca existiram. O soldado é um cidadão fardado, com todos os seus atributos e defeitos".
Em tempos de eleições e descrença flagrante na classe política, os discursos de candidatos que fazem apologia à formação e ao ideário militar despertaram sentimentos de revolta em alguns grupos sociais. É perigoso notar que tais grupos buscam denegrir a imagem dos militares, de forma generalizada, trazendo à tona fatos históricos fora de contexto e associando-lhes um comportamento antidemocrático e segregador, como se fosse possível dissociá-los do restante da população.
Aproveitando o mês das comemorações do Dia do Soldado do Exército Brasileiro, a Banda Devassa vem mostrar quem, de fato, é esse militar e quais são suas origens, à luz do pensamento social brasileiro, tendo como base a perspectiva da formação da nossa Nação. Esperamos conseguir ponderar os argumentos daqueles grupos que, muitas vezes, são carregados de ideologias e... "falta de conhecimento da história".
De início, não há como falar de "nacionalidade brasileira" sem mencionar "Gilberto Freyre" e seu livro "Casa Grande e Senzala". Afirma o autor que ela é produto de um “equilíbrio de antagonismos”, característico do nosso período colonial. Segundo Freyre, não sofremos um processo puro de europeização no Brasil, pois tivemos influência da cultura indígena e da mediação africana.
O escritor destaca a "miscigenação" como uma das características marcantes dessa formação social em terras brasileiras, que se apoiou na isenção de qualquer tipo de preconceito de raça por parte do colonizador português. Aqui, diferentemente do que ocorreu no México e Peru, aproveitou-se da gente nativa para o trabalho e a formação da família.
"Nossos soldados"... têm muito desses primeiros habitantes. Como relatou o coronel e historiador "João Batista Magalhães", em seu trabalho "sobre a evolução militar do Brasil", muito devemos aos aborígenes, com seus diversos graus de cultura e diferenciação de costumes. O pesquisador registrou que o hábito da vida na floresta dava-lhes assinalada faculdade de caçadores. As notórias capacidades, aperfeiçoadas ao longo do tempo, tipificam, hoje... "um dos melhores combatentes em ambiente de selva", reconhecidos internacionalmente: "OS SOLDADOS BRASILEIROS" !!!!
Do "Império" até a "Guerra da Tríplice Aliança" (1864-1870), percebe-se o quanto nossos soldados eram cidadãos comuns e "PATRIOTAS", como se observa no relato exultante de "Francisco Otaviano", diplomata e poeta, sobre a entrada das tropas brasileiras ao sul do Paraguai, em 1866:
>>> “Vivam os brasileiros, sejam brancos, negros, mulatos ou caboclos! Vivam! Que gente brava!”. (A despeito da imprecisão dos dados demográficos existentes na ocasião, praticamente um quarto da população da época era composta de "escravos negros").
Sendo assim... o Exército Brasileiro dificilmente poderia ser compreendido como uma força de escravos, contrariando o que muitos ainda pensam hoje...
Dessa forma, falar dos "soldados do Exército" é falar da mesma gente da nossa terra, da mistura de raças tão bem colocada por "Freyre" e das gentes que inspiraram "Hendrik Kraay", quando escreveu o artigo sobre os "zuavos baianos" e outras companhias negras na "Guerra do Paraguai":
>>> “a guerra foi uma experiência racialmente compartilhada, que forjou a nacionalidade nos campos de batalha".
No século XX, durante a "2ª Guerra Mundial", nossos "pracinhas", superando toda sorte de dificuldades em um conflito ultramarino e em "favor da democracia", foram combater o "nazifascismo na Itália", com o (apoio explícito da população). A Força Expedicionária Brasileira representou o sentimento do País, cuja canção retrata fielmente o vínculo do soldado com o cidadão comum:
CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO.
Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
(DE ALMEIDA, Guilherme; ROSSI, Spartaco. - "Canção do Expedicionário")
Portanto... "não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro"... ou criar antagonismos que nunca existiram. "O soldado é um cidadão fardado", com todos os seus atributos e defeitos. Por certo que a profissão militar não é para todos, assim como não é a do médico ou advogado. Não somos nem melhores, nem piores; "apenas diferentes", como diz um conhecido bordão.
"Caio Prado Junior", em "Formação do Brasil Contemporâneo", referiu-se a uma “uniformidade de atitudes”, incluídas aí as crenças, a língua e os usos, que favoreceram a base psicológica e moral da Nação brasileira e mantiveram sua integridade desde a época colonial...
>>> "Façamos dessa marca tipicamente brasileira, nossa fusão de raças e nosso maior trunfo para construir um Brasil digno para as próximas gerações".
>>> Nunca esqueça que, dentro de cada Soldado, existe um brasileiro como VOCÊ... "por você e por todos nós" !!!!
Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).
ACORDA BRASIL !!!!
SOLDADO DO EXÉRCITO: POR VOCÊ... POR TODOS !!!!
>>> “… não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro ou criar antagonismos que nunca existiram. O soldado é um cidadão fardado, com todos os seus atributos e defeitos".
Em tempos de eleições e descrença flagrante na classe política, os discursos de candidatos que fazem apologia à formação e ao ideário militar despertaram sentimentos de revolta em alguns grupos sociais. É perigoso notar que tais grupos buscam denegrir a imagem dos militares, de forma generalizada, trazendo à tona fatos históricos fora de contexto e associando-lhes um comportamento antidemocrático e segregador, como se fosse possível dissociá-los do restante da população.
Aproveitando o mês das comemorações do Dia do Soldado do Exército Brasileiro, a Banda Devassa vem mostrar quem, de fato, é esse militar e quais são suas origens, à luz do pensamento social brasileiro, tendo como base a perspectiva da formação da nossa Nação. Esperamos conseguir ponderar os argumentos daqueles grupos que, muitas vezes, são carregados de ideologias e... "falta de conhecimento da história".
De início, não há como falar de "nacionalidade brasileira" sem mencionar "Gilberto Freyre" e seu livro "Casa Grande e Senzala". Afirma o autor que ela é produto de um “equilíbrio de antagonismos”, característico do nosso período colonial. Segundo Freyre, não sofremos um processo puro de europeização no Brasil, pois tivemos influência da cultura indígena e da mediação africana.
O escritor destaca a "miscigenação" como uma das características marcantes dessa formação social em terras brasileiras, que se apoiou na isenção de qualquer tipo de preconceito de raça por parte do colonizador português. Aqui, diferentemente do que ocorreu no México e Peru, aproveitou-se da gente nativa para o trabalho e a formação da família.
"Nossos soldados"... têm muito desses primeiros habitantes. Como relatou o coronel e historiador "João Batista Magalhães", em seu trabalho "sobre a evolução militar do Brasil", muito devemos aos aborígenes, com seus diversos graus de cultura e diferenciação de costumes. O pesquisador registrou que o hábito da vida na floresta dava-lhes assinalada faculdade de caçadores. As notórias capacidades, aperfeiçoadas ao longo do tempo, tipificam, hoje... "um dos melhores combatentes em ambiente de selva", reconhecidos internacionalmente: "OS SOLDADOS BRASILEIROS" !!!!
Do "Império" até a "Guerra da Tríplice Aliança" (1864-1870), percebe-se o quanto nossos soldados eram cidadãos comuns e "PATRIOTAS", como se observa no relato exultante de "Francisco Otaviano", diplomata e poeta, sobre a entrada das tropas brasileiras ao sul do Paraguai, em 1866:
>>> “Vivam os brasileiros, sejam brancos, negros, mulatos ou caboclos! Vivam! Que gente brava!”. (A despeito da imprecisão dos dados demográficos existentes na ocasião, praticamente um quarto da população da época era composta de "escravos negros").
Sendo assim... o Exército Brasileiro dificilmente poderia ser compreendido como uma força de escravos, contrariando o que muitos ainda pensam hoje...
Dessa forma, falar dos "soldados do Exército" é falar da mesma gente da nossa terra, da mistura de raças tão bem colocada por "Freyre" e das gentes que inspiraram "Hendrik Kraay", quando escreveu o artigo sobre os "zuavos baianos" e outras companhias negras na "Guerra do Paraguai":
>>> “a guerra foi uma experiência racialmente compartilhada, que forjou a nacionalidade nos campos de batalha".
No século XX, durante a "2ª Guerra Mundial", nossos "pracinhas", superando toda sorte de dificuldades em um conflito ultramarino e em "favor da democracia", foram combater o "nazifascismo na Itália", com o (apoio explícito da população). A Força Expedicionária Brasileira representou o sentimento do País, cuja canção retrata fielmente o vínculo do soldado com o cidadão comum:
CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO.
Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
(DE ALMEIDA, Guilherme; ROSSI, Spartaco. - "Canção do Expedicionário")
Portanto... "não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro"... ou criar antagonismos que nunca existiram. "O soldado é um cidadão fardado", com todos os seus atributos e defeitos. Por certo que a profissão militar não é para todos, assim como não é a do médico ou advogado. Não somos nem melhores, nem piores; "apenas diferentes", como diz um conhecido bordão.
"Caio Prado Junior", em "Formação do Brasil Contemporâneo", referiu-se a uma “uniformidade de atitudes”, incluídas aí as crenças, a língua e os usos, que favoreceram a base psicológica e moral da Nação brasileira e mantiveram sua integridade desde a época colonial...
>>> "Façamos dessa marca tipicamente brasileira, nossa fusão de raças e nosso maior trunfo para construir um Brasil digno para as próximas gerações".
>>> Nunca esqueça que, dentro de cada Soldado, existe um brasileiro como VOCÊ... "por você e por todos nós" !!!!
Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).
ACORDA BRASIL !!!!
SOLDADO DO EXÉRCITO: POR VOCÊ... POR TODOS !!!!
>>> “… não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro ou criar antagonismos que nunca existiram. O soldado é um cidadão fardado, com todos os seus atributos e defeitos".
Em tempos de eleições e descrença flagrante na classe política, os discursos de candidatos que fazem apologia à formação e ao ideário militar despertaram sentimentos de revolta em alguns grupos sociais. É perigoso notar que tais grupos buscam denegrir a imagem dos militares, de forma generalizada, trazendo à tona fatos históricos fora de contexto e associando-lhes um comportamento antidemocrático e segregador, como se fosse possível dissociá-los do restante da população.
Aproveitando o mês das comemorações do Dia do Soldado do Exército Brasileiro, a Banda Devassa vem mostrar quem, de fato, é esse militar e quais são suas origens, à luz do pensamento social brasileiro, tendo como base a perspectiva da formação da nossa Nação. Esperamos conseguir ponderar os argumentos daqueles grupos que, muitas vezes, são carregados de ideologias e... "falta de conhecimento da história".
De início, não há como falar de "nacionalidade brasileira" sem mencionar "Gilberto Freyre" e seu livro "Casa Grande e Senzala". Afirma o autor que ela é produto de um “equilíbrio de antagonismos”, característico do nosso período colonial. Segundo Freyre, não sofremos um processo puro de europeização no Brasil, pois tivemos influência da cultura indígena e da mediação africana.
O escritor destaca a "miscigenação" como uma das características marcantes dessa formação social em terras brasileiras, que se apoiou na isenção de qualquer tipo de preconceito de raça por parte do colonizador português. Aqui, diferentemente do que ocorreu no México e Peru, aproveitou-se da gente nativa para o trabalho e a formação da família.
"Nossos soldados"... têm muito desses primeiros habitantes. Como relatou o coronel e historiador "João Batista Magalhães", em seu trabalho "sobre a evolução militar do Brasil", muito devemos aos aborígenes, com seus diversos graus de cultura e diferenciação de costumes. O pesquisador registrou que o hábito da vida na floresta dava-lhes assinalada faculdade de caçadores. As notórias capacidades, aperfeiçoadas ao longo do tempo, tipificam, hoje... "um dos melhores combatentes em ambiente de selva", reconhecidos internacionalmente: "OS SOLDADOS BRASILEIROS" !!!!
Do "Império" até a "Guerra da Tríplice Aliança" (1864-1870), percebe-se o quanto nossos soldados eram cidadãos comuns e "PATRIOTAS", como se observa no relato exultante de "Francisco Otaviano", diplomata e poeta, sobre a entrada das tropas brasileiras ao sul do Paraguai, em 1866:
>>> “Vivam os brasileiros, sejam brancos, negros, mulatos ou caboclos! Vivam! Que gente brava!”. (A despeito da imprecisão dos dados demográficos existentes na ocasião, praticamente um quarto da população da época era composta de "escravos negros").
Sendo assim... o Exército Brasileiro dificilmente poderia ser compreendido como uma força de escravos, contrariando o que muitos ainda pensam hoje...
Dessa forma, falar dos "soldados do Exército" é falar da mesma gente da nossa terra, da mistura de raças tão bem colocada por "Freyre" e das gentes que inspiraram "Hendrik Kraay", quando escreveu o artigo sobre os "zuavos baianos" e outras companhias negras na "Guerra do Paraguai":
>>> “a guerra foi uma experiência racialmente compartilhada, que forjou a nacionalidade nos campos de batalha".
No século XX, durante a "2ª Guerra Mundial", nossos "pracinhas", superando toda sorte de dificuldades em um conflito ultramarino e em "favor da democracia", foram combater o "nazifascismo na Itália", com o (apoio explícito da população). A Força Expedicionária Brasileira representou o sentimento do País, cuja canção retrata fielmente o vínculo do soldado com o cidadão comum:
CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO.
Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
(DE ALMEIDA, Guilherme; ROSSI, Spartaco. - "Canção do Expedicionário")
Portanto... "não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro"... ou criar antagonismos que nunca existiram. "O soldado é um cidadão fardado", com todos os seus atributos e defeitos. Por certo que a profissão militar não é para todos, assim como não é a do médico ou advogado. Não somos nem melhores, nem piores; "apenas diferentes", como diz um conhecido bordão.
"Caio Prado Junior", em "Formação do Brasil Contemporâneo", referiu-se a uma “uniformidade de atitudes”, incluídas aí as crenças, a língua e os usos, que favoreceram a base psicológica e moral da Nação brasileira e mantiveram sua integridade desde a época colonial...
>>> "Façamos dessa marca tipicamente brasileira, nossa fusão de raças e nosso maior trunfo para construir um Brasil digno para as próximas gerações".
>>> Nunca esqueça que, dentro de cada Soldado, existe um brasileiro como VOCÊ... "por você e por todos nós" !!!!
Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).
ACORDA BRASIL !!!!
SOLDADO DO EXÉRCITO: POR VOCÊ... POR TODOS !!!!
>>> “… não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro ou criar antagonismos que nunca existiram. O soldado é um cidadão fardado, com todos os seus atributos e defeitos".
Em tempos de eleições e descrença flagrante na classe política, os discursos de candidatos que fazem apologia à formação e ao ideário militar despertaram sentimentos de revolta em alguns grupos sociais. É perigoso notar que tais grupos buscam denegrir a imagem dos militares, de forma generalizada, trazendo à tona fatos históricos fora de contexto e associando-lhes um comportamento antidemocrático e segregador, como se fosse possível dissociá-los do restante da população.
Aproveitando o mês das comemorações do Dia do Soldado do Exército Brasileiro, a Banda Devassa vem mostrar quem, de fato, é esse militar e quais são suas origens, à luz do pensamento social brasileiro, tendo como base a perspectiva da formação da nossa Nação. Esperamos conseguir ponderar os argumentos daqueles grupos que, muitas vezes, são carregados de ideologias e... "falta de conhecimento da história".
De início, não há como falar de "nacionalidade brasileira" sem mencionar "Gilberto Freyre" e seu livro "Casa Grande e Senzala". Afirma o autor que ela é produto de um “equilíbrio de antagonismos”, característico do nosso período colonial. Segundo Freyre, não sofremos um processo puro de europeização no Brasil, pois tivemos influência da cultura indígena e da mediação africana.
O escritor destaca a "miscigenação" como uma das características marcantes dessa formação social em terras brasileiras, que se apoiou na isenção de qualquer tipo de preconceito de raça por parte do colonizador português. Aqui, diferentemente do que ocorreu no México e Peru, aproveitou-se da gente nativa para o trabalho e a formação da família.
"Nossos soldados"... têm muito desses primeiros habitantes. Como relatou o coronel e historiador "João Batista Magalhães", em seu trabalho "sobre a evolução militar do Brasil", muito devemos aos aborígenes, com seus diversos graus de cultura e diferenciação de costumes. O pesquisador registrou que o hábito da vida na floresta dava-lhes assinalada faculdade de caçadores. As notórias capacidades, aperfeiçoadas ao longo do tempo, tipificam, hoje... "um dos melhores combatentes em ambiente de selva", reconhecidos internacionalmente: "OS SOLDADOS BRASILEIROS" !!!!
Do "Império" até a "Guerra da Tríplice Aliança" (1864-1870), percebe-se o quanto nossos soldados eram cidadãos comuns e "PATRIOTAS", como se observa no relato exultante de "Francisco Otaviano", diplomata e poeta, sobre a entrada das tropas brasileiras ao sul do Paraguai, em 1866:
>>> “Vivam os brasileiros, sejam brancos, negros, mulatos ou caboclos! Vivam! Que gente brava!”. (A despeito da imprecisão dos dados demográficos existentes na ocasião, praticamente um quarto da população da época era composta de "escravos negros").
Sendo assim... o Exército Brasileiro dificilmente poderia ser compreendido como uma força de escravos, contrariando o que muitos ainda pensam hoje...
Dessa forma, falar dos "soldados do Exército" é falar da mesma gente da nossa terra, da mistura de raças tão bem colocada por "Freyre" e das gentes que inspiraram "Hendrik Kraay", quando escreveu o artigo sobre os "zuavos baianos" e outras companhias negras na "Guerra do Paraguai":
>>> “a guerra foi uma experiência racialmente compartilhada, que forjou a nacionalidade nos campos de batalha".
No século XX, durante a "2ª Guerra Mundial", nossos "pracinhas", superando toda sorte de dificuldades em um conflito ultramarino e em "favor da democracia", foram combater o "nazifascismo na Itália", com o (apoio explícito da população). A Força Expedicionária Brasileira representou o sentimento do País, cuja canção retrata fielmente o vínculo do soldado com o cidadão comum:
CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO.
Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
(DE ALMEIDA, Guilherme; ROSSI, Spartaco. - "Canção do Expedicionário")
Portanto... "não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro"... ou criar antagonismos que nunca existiram. "O soldado é um cidadão fardado", com todos os seus atributos e defeitos. Por certo que a profissão militar não é para todos, assim como não é a do médico ou advogado. Não somos nem melhores, nem piores; "apenas diferentes", como diz um conhecido bordão.
"Caio Prado Junior", em "Formação do Brasil Contemporâneo", referiu-se a uma “uniformidade de atitudes”, incluídas aí as crenças, a língua e os usos, que favoreceram a base psicológica e moral da Nação brasileira e mantiveram sua integridade desde a época colonial...
>>> "Façamos dessa marca tipicamente brasileira, nossa fusão de raças e nosso maior trunfo para construir um Brasil digno para as próximas gerações".
>>> Nunca esqueça que, dentro de cada Soldado, existe um brasileiro como VOCÊ... "por você e por todos nós" !!!!
Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).
ACORDA BRASIL !!!!
SOLDADO DO EXÉRCITO: POR VOCÊ... POR TODOS !!!!
>>> “… não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro ou criar antagonismos que nunca existiram. O soldado é um cidadão fardado, com todos os seus atributos e defeitos".
Em tempos de eleições e descrença flagrante na classe política, os discursos de candidatos que fazem apologia à formação e ao ideário militar despertaram sentimentos de revolta em alguns grupos sociais. É perigoso notar que tais grupos buscam denegrir a imagem dos militares, de forma generalizada, trazendo à tona fatos históricos fora de contexto e associando-lhes um comportamento antidemocrático e segregador, como se fosse possível dissociá-los do restante da população.
Aproveitando o mês das comemorações do Dia do Soldado do Exército Brasileiro, a Banda Devassa vem mostrar quem, de fato, é esse militar e quais são suas origens, à luz do pensamento social brasileiro, tendo como base a perspectiva da formação da nossa Nação. Esperamos conseguir ponderar os argumentos daqueles grupos que, muitas vezes, são carregados de ideologias e... "falta de conhecimento da história".
De início, não há como falar de "nacionalidade brasileira" sem mencionar "Gilberto Freyre" e seu livro "Casa Grande e Senzala". Afirma o autor que ela é produto de um “equilíbrio de antagonismos”, característico do nosso período colonial. Segundo Freyre, não sofremos um processo puro de europeização no Brasil, pois tivemos influência da cultura indígena e da mediação africana.
O escritor destaca a "miscigenação" como uma das características marcantes dessa formação social em terras brasileiras, que se apoiou na isenção de qualquer tipo de preconceito de raça por parte do colonizador português. Aqui, diferentemente do que ocorreu no México e Peru, aproveitou-se da gente nativa para o trabalho e a formação da família.
"Nossos soldados"... têm muito desses primeiros habitantes. Como relatou o coronel e historiador "João Batista Magalhães", em seu trabalho "sobre a evolução militar do Brasil", muito devemos aos aborígenes, com seus diversos graus de cultura e diferenciação de costumes. O pesquisador registrou que o hábito da vida na floresta dava-lhes assinalada faculdade de caçadores. As notórias capacidades, aperfeiçoadas ao longo do tempo, tipificam, hoje... "um dos melhores combatentes em ambiente de selva", reconhecidos internacionalmente: "OS SOLDADOS BRASILEIROS" !!!!
Do "Império" até a "Guerra da Tríplice Aliança" (1864-1870), percebe-se o quanto nossos soldados eram cidadãos comuns e "PATRIOTAS", como se observa no relato exultante de "Francisco Otaviano", diplomata e poeta, sobre a entrada das tropas brasileiras ao sul do Paraguai, em 1866:
>>> “Vivam os brasileiros, sejam brancos, negros, mulatos ou caboclos! Vivam! Que gente brava!”. (A despeito da imprecisão dos dados demográficos existentes na ocasião, praticamente um quarto da população da época era composta de "escravos negros").
Sendo assim... o Exército Brasileiro dificilmente poderia ser compreendido como uma força de escravos, contrariando o que muitos ainda pensam hoje...
Dessa forma, falar dos "soldados do Exército" é falar da mesma gente da nossa terra, da mistura de raças tão bem colocada por "Freyre" e das gentes que inspiraram "Hendrik Kraay", quando escreveu o artigo sobre os "zuavos baianos" e outras companhias negras na "Guerra do Paraguai":
>>> “a guerra foi uma experiência racialmente compartilhada, que forjou a nacionalidade nos campos de batalha".
No século XX, durante a "2ª Guerra Mundial", nossos "pracinhas", superando toda sorte de dificuldades em um conflito ultramarino e em "favor da democracia", foram combater o "nazifascismo na Itália", com o (apoio explícito da população). A Força Expedicionária Brasileira representou o sentimento do País, cuja canção retrata fielmente o vínculo do soldado com o cidadão comum:
CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO.
Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
(DE ALMEIDA, Guilherme; ROSSI, Spartaco. - "Canção do Expedicionário")
Portanto... "não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro"... ou criar antagonismos que nunca existiram. "O soldado é um cidadão fardado", com todos os seus atributos e defeitos. Por certo que a profissão militar não é para todos, assim como não é a do médico ou advogado. Não somos nem melhores, nem piores; "apenas diferentes", como diz um conhecido bordão.
"Caio Prado Junior", em "Formação do Brasil Contemporâneo", referiu-se a uma “uniformidade de atitudes”, incluídas aí as crenças, a língua e os usos, que favoreceram a base psicológica e moral da Nação brasileira e mantiveram sua integridade desde a época colonial...
>>> "Façamos dessa marca tipicamente brasileira, nossa fusão de raças e nosso maior trunfo para construir um Brasil digno para as próximas gerações".
>>> Nunca esqueça que, dentro de cada Soldado, existe um brasileiro como VOCÊ... "por você e por todos nós" !!!!
Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).
ACORDA BRASIL !!!!
SOLDADO DO EXÉRCITO: POR VOCÊ... POR TODOS !!!!
>>> “… não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro ou criar antagonismos que nunca existiram. O soldado é um cidadão fardado, com todos os seus atributos e defeitos".
Em tempos de eleições e descrença flagrante na classe política, os discursos de candidatos que fazem apologia à formação e ao ideário militar despertaram sentimentos de revolta em alguns grupos sociais. É perigoso notar que tais grupos buscam denegrir a imagem dos militares, de forma generalizada, trazendo à tona fatos históricos fora de contexto e associando-lhes um comportamento antidemocrático e segregador, como se fosse possível dissociá-los do restante da população.
Aproveitando o mês das comemorações do Dia do Soldado do Exército Brasileiro, a Banda Devassa vem mostrar quem, de fato, é esse militar e quais são suas origens, à luz do pensamento social brasileiro, tendo como base a perspectiva da formação da nossa Nação. Esperamos conseguir ponderar os argumentos daqueles grupos que, muitas vezes, são carregados de ideologias e... "falta de conhecimento da história".
De início, não há como falar de "nacionalidade brasileira" sem mencionar "Gilberto Freyre" e seu livro "Casa Grande e Senzala". Afirma o autor que ela é produto de um “equilíbrio de antagonismos”, característico do nosso período colonial. Segundo Freyre, não sofremos um processo puro de europeização no Brasil, pois tivemos influência da cultura indígena e da mediação africana.
O escritor destaca a "miscigenação" como uma das características marcantes dessa formação social em terras brasileiras, que se apoiou na isenção de qualquer tipo de preconceito de raça por parte do colonizador português. Aqui, diferentemente do que ocorreu no México e Peru, aproveitou-se da gente nativa para o trabalho e a formação da família.
"Nossos soldados"... têm muito desses primeiros habitantes. Como relatou o coronel e historiador "João Batista Magalhães", em seu trabalho "sobre a evolução militar do Brasil", muito devemos aos aborígenes, com seus diversos graus de cultura e diferenciação de costumes. O pesquisador registrou que o hábito da vida na floresta dava-lhes assinalada faculdade de caçadores. As notórias capacidades, aperfeiçoadas ao longo do tempo, tipificam, hoje... "um dos melhores combatentes em ambiente de selva", reconhecidos internacionalmente: "OS SOLDADOS BRASILEIROS" !!!!
Do "Império" até a "Guerra da Tríplice Aliança" (1864-1870), percebe-se o quanto nossos soldados eram cidadãos comuns e "PATRIOTAS", como se observa no relato exultante de "Francisco Otaviano", diplomata e poeta, sobre a entrada das tropas brasileiras ao sul do Paraguai, em 1866:
>>> “Vivam os brasileiros, sejam brancos, negros, mulatos ou caboclos! Vivam! Que gente brava!”. (A despeito da imprecisão dos dados demográficos existentes na ocasião, praticamente um quarto da população da época era composta de "escravos negros").
Sendo assim... o Exército Brasileiro dificilmente poderia ser compreendido como uma força de escravos, contrariando o que muitos ainda pensam hoje...
Dessa forma, falar dos "soldados do Exército" é falar da mesma gente da nossa terra, da mistura de raças tão bem colocada por "Freyre" e das gentes que inspiraram "Hendrik Kraay", quando escreveu o artigo sobre os "zuavos baianos" e outras companhias negras na "Guerra do Paraguai":
>>> “a guerra foi uma experiência racialmente compartilhada, que forjou a nacionalidade nos campos de batalha".
No século XX, durante a "2ª Guerra Mundial", nossos "pracinhas", superando toda sorte de dificuldades em um conflito ultramarino e em "favor da democracia", foram combater o "nazifascismo na Itália", com o (apoio explícito da população). A Força Expedicionária Brasileira representou o sentimento do País, cuja canção retrata fielmente o vínculo do soldado com o cidadão comum:
CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO.
Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
(DE ALMEIDA, Guilherme; ROSSI, Spartaco. - "Canção do Expedicionário")
Portanto... "não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro"... ou criar antagonismos que nunca existiram. "O soldado é um cidadão fardado", com todos os seus atributos e defeitos. Por certo que a profissão militar não é para todos, assim como não é a do médico ou advogado. Não somos nem melhores, nem piores; "apenas diferentes", como diz um conhecido bordão.
"Caio Prado Junior", em "Formação do Brasil Contemporâneo", referiu-se a uma “uniformidade de atitudes”, incluídas aí as crenças, a língua e os usos, que favoreceram a base psicológica e moral da Nação brasileira e mantiveram sua integridade desde a época colonial...
>>> "Façamos dessa marca tipicamente brasileira, nossa fusão de raças e nosso maior trunfo para construir um Brasil digno para as próximas gerações".
>>> Nunca esqueça que, dentro de cada Soldado, existe um brasileiro como VOCÊ... "por você e por todos nós" !!!!
Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).
ACORDA BRASIL !!!!
SOLDADO DO EXÉRCITO: POR VOCÊ... POR TODOS !!!!
>>> “… não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro ou criar antagonismos que nunca existiram. O soldado é um cidadão fardado, com todos os seus atributos e defeitos".
Em tempos de eleições e descrença flagrante na classe política, os discursos de candidatos que fazem apologia à formação e ao ideário militar despertaram sentimentos de revolta em alguns grupos sociais. É perigoso notar que tais grupos buscam denegrir a imagem dos militares, de forma generalizada, trazendo à tona fatos históricos fora de contexto e associando-lhes um comportamento antidemocrático e segregador, como se fosse possível dissociá-los do restante da população.
Aproveitando o mês das comemorações do Dia do Soldado do Exército Brasileiro, a Banda Devassa vem mostrar quem, de fato, é esse militar e quais são suas origens, à luz do pensamento social brasileiro, tendo como base a perspectiva da formação da nossa Nação. Esperamos conseguir ponderar os argumentos daqueles grupos que, muitas vezes, são carregados de ideologias e... "falta de conhecimento da história".
De início, não há como falar de "nacionalidade brasileira" sem mencionar "Gilberto Freyre" e seu livro "Casa Grande e Senzala". Afirma o autor que ela é produto de um “equilíbrio de antagonismos”, característico do nosso período colonial. Segundo Freyre, não sofremos um processo puro de europeização no Brasil, pois tivemos influência da cultura indígena e da mediação africana.
O escritor destaca a "miscigenação" como uma das características marcantes dessa formação social em terras brasileiras, que se apoiou na isenção de qualquer tipo de preconceito de raça por parte do colonizador português. Aqui, diferentemente do que ocorreu no México e Peru, aproveitou-se da gente nativa para o trabalho e a formação da família.
"Nossos soldados"... têm muito desses primeiros habitantes. Como relatou o coronel e historiador "João Batista Magalhães", em seu trabalho "sobre a evolução militar do Brasil", muito devemos aos aborígenes, com seus diversos graus de cultura e diferenciação de costumes. O pesquisador registrou que o hábito da vida na floresta dava-lhes assinalada faculdade de caçadores. As notórias capacidades, aperfeiçoadas ao longo do tempo, tipificam, hoje... "um dos melhores combatentes em ambiente de selva", reconhecidos internacionalmente: "OS SOLDADOS BRASILEIROS" !!!!
Do "Império" até a "Guerra da Tríplice Aliança" (1864-1870), percebe-se o quanto nossos soldados eram cidadãos comuns e "PATRIOTAS", como se observa no relato exultante de "Francisco Otaviano", diplomata e poeta, sobre a entrada das tropas brasileiras ao sul do Paraguai, em 1866:
>>> “Vivam os brasileiros, sejam brancos, negros, mulatos ou caboclos! Vivam! Que gente brava!”. (A despeito da imprecisão dos dados demográficos existentes na ocasião, praticamente um quarto da população da época era composta de "escravos negros").
Sendo assim... o Exército Brasileiro dificilmente poderia ser compreendido como uma força de escravos, contrariando o que muitos ainda pensam hoje...
Dessa forma, falar dos "soldados do Exército" é falar da mesma gente da nossa terra, da mistura de raças tão bem colocada por "Freyre" e das gentes que inspiraram "Hendrik Kraay", quando escreveu o artigo sobre os "zuavos baianos" e outras companhias negras na "Guerra do Paraguai":
>>> “a guerra foi uma experiência racialmente compartilhada, que forjou a nacionalidade nos campos de batalha".
No século XX, durante a "2ª Guerra Mundial", nossos "pracinhas", superando toda sorte de dificuldades em um conflito ultramarino e em "favor da democracia", foram combater o "nazifascismo na Itália", com o (apoio explícito da população). A Força Expedicionária Brasileira representou o sentimento do País, cuja canção retrata fielmente o vínculo do soldado com o cidadão comum:
CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO.
Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !!!!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
(DE ALMEIDA, Guilherme; ROSSI, Spartaco. - "Canção do Expedicionário")
Portanto... "não existe razão para querer separar os militares do povo brasileiro"... ou criar antagonismos que nunca existiram. "O soldado é um cidadão fardado", com todos os seus atributos e defeitos. Por certo que a profissão militar não é para todos, assim como não é a do médico ou advogado. Não somos nem melhores, nem piores; "apenas diferentes", como diz um conhecido bordão.
"Caio Prado Junior", em "Formação do Brasil Contemporâneo", referiu-se a uma “uniformidade de atitudes”, incluídas aí as crenças, a língua e os usos, que favoreceram a base psicológica e moral da Nação brasileira e mantiveram sua integridade desde a época colonial...
>>> "Façamos dessa marca tipicamente brasileira, nossa fusão de raças e nosso maior trunfo para construir um Brasil digno para as próximas gerações".
>>> Nunca esqueça que, dentro de cada Soldado, existe um brasileiro como VOCÊ... "por você e por todos nós" !!!!