terça-feira, 7 de agosto de 2018

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Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).


"EISTEIN E O MISTÉRIO DO SILÊNCIO !!!!

Nunca vi homem mais silencioso do que Einstein - (Huberto Rohden). - filósofo e teólogo brasileiro conheceu o grande matemático pessoalmente.

Pensar no silêncio parece algo contraproducente para o homem pós-moderno tão acostumado à correria desenfreada do século XXI - fazendo com que sintomas como estresse, obesidade e doenças do coração sejam cada vez mais frequentes, apontando para um humano "zoadento" e ativista. Inclusive com a justificativa de que está correndo para garantir a sobrevivência.

Falta-nos uma parada necessária e obrigatória para o processo inverso. Falta-nos o silêncio produtivo.

Na concepção de "Huberto Rohden" para o homem profano e inexperiente, o silêncio é uma simples ausência de ruídos, sobretudo de ruídos físicos. O filósofo diz mais:
>>> "E, como o homem vive no ruído e do ruído, o silêncio representa para o homem profano a morte. O homem comum se afoga literalmente no oceano pacífico do silêncio".

Pensemos em Jesus Cristo. Houve-se falar muito sobre o que ele disse e fez, mas não se fala sobre o que não disse e não fez. Por exemplo, "sobre os quarenta dias de silêncio no deserto". "Moisés" e "Elias" passaram quarenta dias de silêncio na companhia exclusiva de Deus.

Como esquecer de "Francisco de Assis" que passou meses inteiros de silêncio nas alturas do Monte Alverne! "Paulo de Tarso", após a sua conversão em Damasco, retira-se para os desertos da Arábia, onde permaneceu por três anos sozinho com Deus. "Mahatma Gandhi" praticava longos períodos de silêncio.

Um dos maiores tesouros que o Cristianismo oficial perdeu, ao longo dos séculos, foi, sem dúvida, o "tesouro do silêncio dinâmico".

Silêncio é receita, ruído é despesa, (afirma Rohden). E quem tem mais despesa do que receitas, "abre falência".

Se soubermos que determinada pessoa ou um grupo de pessoas está em reclusão, praticando o silêncio, fatalmente ouviremos comentários do tipo:
>>> "são fanáticos, são doentes físicos ou mentais".

A razão deste horror ao silêncio é o conceito radicalmente falso sobre o mesmo. O profano entende por silêncio não falar, nem ouvir nada. Outros, mais avançados, incluem no silêncio também a ausência de ruído mental e emocional, nada pensar e nada desejar.

Entre mil pessoas não encontramos uma que entenda por silêncio uma grandiosa atitude da presença divina, uma fascinante plenitude univérsica ou espiritual. Só pensam em silêncio como "ausência e vacuidade", e como a natureza tem horror à ausência e à vacuidade, esses inexperientes não podem amar e querer bem ao silêncio – (não lhes parece fecundação e enriquecimento da alma).

Enquanto o homem vive na "falsa concepção" de que meditação consista tão somente em analisar determinados textos sacros, ou praticar algum tipo de ascese, estarão todas as portas fechadas e nunca aprenderemos a "arte divina do silêncio" fecundo e enriquecedor.

Meditar não é pensar. Meditar é esvaziar-se totalmente de qualquer conteúdo do ego e colocar-se, plenamente consciente, como canal vazio, diante da plenitude divina: Sê quieto e saberás que Eu sou Deus. Ou ainda:
>>> "Deus resiste aos soberbos e dá graça aos humildes".

Para Einstein, a matemática era absoluta e para a eterna matemática cósmica a cosmo-plenitude plenifica somente a ego-vacuidade, mas não plenifica a ego-plenitude.

"Maria" entendia muito bem isto, conforme exclamou para "Isabel':
>>> "Deus encheu de bens aos famintos e despediu vazios os fartos. (Ou ainda no Sermão da Montanha de Jesus):
>>> Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça (verdade), porque eles serão fartos".

"O silêncio-presença e o silêncio-plenitude são uma ausência e uma vacuidade do ego humano que tem intenso desejo da Teo-presença e da Teo-Plenitude".

Conta "Rohden" que "Einstein" quando na Universidade de Princeton, onde trabalhava, vivia em quase perpétuo silêncio. Na Politécnica de Zurique, poucos dias antes de lançar ao papel a fórmula da Relatividade E = mc2, desapareceu da Universidade e da família por diversos dias, sem revelar o seu paradeiro, porque tinha imperiosa necessidade de "solidão e silêncio para dar à luz a sua prole mental".

Foi Einstein quem disse:
>>> "Eu penso 99 vezes, e nada descubro; deixo de pensar, mergulho num grande silêncio, e a verdade me é revelada".

Muitas pessoas marcaram a vida do autor da Teoria da Relatividade; dois em especial chamaram-lhe a atenção: "Mahatma Gandhi" e "Salomão". Sobre Gandhi, disse:
>>> "Gerações vindouras dificilmente acreditarão que tenha passado pela face da terra, em carne e osso, um homem como Mahatma Gandhi".

Nos últimos dias de sua vida, Einstein aproximou-se da sabedoria de uma dos maiores reis de Israel, "Salomão", que no ocaso de uma vida cheia de glórias e sucessos suspirou:
>>> "Vaidade das vaidades e tudo é vaidade e aflição de espírito, exceto amar e servir a Deus".

"Einstein" estava convencido de que o ser humano somente conseguirá adentrar aos enigmas divinos se procurar esvaziar-se, se abrir mão do ego, recebendo as manifestações que podem conduzir o homem a um estado pleno.

Deus fala no silêncio. Jesus Cristo orientou que seus seguidores deveriam entrar no silêncio do seu quarto para falar com Ele.

Fico pensando nas grandes descobertas do maior matemático de todos os tempos:
>>> "Tanta preciosidade sobre as leis do universo… Foi Deus quem revelou a Einstein, no silêncio, coisas grandiosas que tanto têm contribuído para os avanços da ciência e do homem".

A busca a Deus, de forma honesta e profunda, torna o ser humano humilde e despretensioso. Na bela Igreja Batista de River Side Drive, de Nova York, figuram, em medalhão no alto das paredes internas, os grandes gênios da humanidade de todos os tempos. A série termina com o "medalhão de Einstein". Quando ele se viu no meio de sábios e santos da humanidade, fez um exame de consciência e observou:
>>> "Isto me impõe uma grande responsabilidade… Será que me tornarei digno de figurar ao lado deles?"

"No silêncio... podemos ouvir as grandes preciosidades divinas. No silêncio podemos experimentar um contato profundo com o Senhor da vida". (Einstein parece ter entendido muito bem essa realidade espiritual).

"As palavras dos sábios devem ser ouvidas em silêncio..." (Eclesiastes).

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