quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Banda Devassa - "Marina Julia" - Praça Marechal Mauricio Cardoso. Vídeo ...

Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).


Quarta-feira - 06 de Fevereiro de 2019:
"DIA INTERNACIONAL DA TOLERÂNCIA ZERO À MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA".

Há centenas de formas de "violência contra a mulher"...

Os movimentos sociais em todo o mundo têm denunciado e intensificado campanhas contra essa violência histórica e generalizada contra mulheres.

Uma delas é a campanha internacional contra a mutilação genital de mulheres, considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e por todos os movimentos feministas como uma forma de violência física e psicológica e uma violação dos direitos humanos.

Em vários países, esse tipo de violência é considerado crime e há punição severa contra quem a pratica. Trata-se de um drama silencioso, que aflige mais de 200 milhões de meninas e mulheres que vivem, atualmente, em 30 países, segundo levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

A Banda Devassa não poderiam deixar passar esta ocasião sem lembrar de que essa prática é um gesto...
>>> “aberrante que viola os direitos humanos e a dignidade de milhares de mulheres e meninas por todo o mundo”.

Lembra ainda de que a erradicação efetiva da (MGF) depende também da luta contra todo tipo de violência de gênero.

O termo "mutilação genital" abrange a um número de práticas diferentes que, em todos os casos, violam os direitos das crianças. Conhecida também como "circuncisão feminina", (é a remoção ritualista de parte ou de todos os órgãos sexuais externos femininos).

E difere entre regiões e culturas, com algumas formas que representam riscos para a vida. Em todos os casos, essa prática viola os direitos das meninas e das mulheres.

Dados de 2016 do Unicef indicam que o número de "MGF" aumentou em cerca de 70 milhões, desde os últimos cálculos divulgados em 2014, em virtude do aumento do número de dados de países em que a prática é muito comum, como a Indonésia, e por causa do crescimento da população em outros lugares.

O estuda indica que a metade dos casos se concentra em apenas três países: "Egito, Etiópia e Indonésia".

Contudo, é um problema que existe em todo o mundo.
Na Colômbia, por exemplo, mulheres e meninas vivem o pesadelo silencioso da mutilação.

Também dá conta de que do total, 44 milhões das vítimas são meninas de 14 anos ou mais jovens em vários países nos quais a prevalência da mutilação genital nessa faixa etária supera 50%.

Na Indonésia, metade da população de meninas de 11 anos ou menos sofreram esta prática, que habitualmente é realizada nos cinco primeiros anos de vida.

Se o âmbito for restrito às meninas e mulheres que hoje têm entre 15 e 49 anos, praticamente todas as "somalis" (98%) e "guineanas" (97%) foram mutiladas.

A oposição a esta prática está ganhando força e seu uso tem diminuído de forma considerável em alguns países como Libéria, Burkina Fasso, Quênia e Egito.

Desde 2008, mais de 15 mil comunidades e distritos de 20 países declararam o abandono da mutilação genital feminina e cinco países aprovaram leis que a criminalizaram.

No entanto, o progresso conjunto das campanhas não é suficiente. O levantamento da Unicef prevê que o número de vítimas poderá crescer nos próximos 15 anos por causa da explosão demográfica.

A Unicef e o Fundo de População da ONU (UNFPA) lembraram que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) reconhecem que a mutilação genital feminina está associada a "desigualdades de gênero".

E informaram que, em 2016, mais de 2,9 mil comunidades declararam ter abolido a prática, o que representa mais de 8,4 milhões de pessoas que vivem em países onde os dois organismos internacionais trabalham de forma conjunta.

>>> “Em 2019, devemos demandar ações mais rápidas que venham a se somar a esse progresso, ou seja, governos devem ser convocados a aprovar e a fortalecer leis e políticas que protejam os direitos de meninas e mulheres e previnam a mutilação genital feminina”. (Banda Devassa-Rio - 06/02/2019).

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