CELEBREMOS A VIDA E NÃO A MORTE DE:
"Rubem Alves"... "João Ubaldo" e "Ariano Suassuna".
Confiar em mitos de imortalidade humana sempre exigiu muito de mim. Palavras reconfortantes de permanência ativa nas memórias dos sobreviventes e reverências mil a mortos nem tão ilustres assim em vida deixam-me demasiadamente cético e indagativo.
Quando escritos irreverentes e sintaxes desconcertantes povoam dezenas de títulos de livros fica mais fácil propagar a imortalidade da alma humana. Nomes como Ariano Suassuna, João Ubaldo e Rubem Alves vêm a terra para brindar-nos com seus pensamentos iluminados e para relativizar a derradeira vitória da morte sobre a vida.
Ao ler as publicações nas redes sociais e ao ouvir tais nomes ecoarem pelas ondas sonoras dos jornais televisivos, a certeza da permanência das obras e da própria existência mundana desses escritores e pensadores do cotidiano tornava-se cada vez mais nítida. Era impossível negar as devidas reverências a seus mais diversos trabalhos que, se não eram científicos, foram afetivos, significativos e provocativos.
Abstendo-me o máximo possível das abstrações religiosas, a passagem desses artistas pela Terra, ao contrário do que muitos acreditam, está longe de ser despretensiosamente encerrada pelo falecimento de seus corpos físicos. Seus feitos e efeitos tendem a eternizarem-se pela criatividade incessante de suas mentes privilegiadas e, ao passo que suas matérias orgânicas descansam aparentemente a salvo da humanidade, suas letras permanecerão gravadas em livros, corações e mentes de presentes e futuras gerações.
Prestadas as devidas homenagens pós-falecimento material de João Ubaldo, Rubem Alves e Ariano Suassuna, fica aqui o pedido para que não cometamos o erro de querer ressuscitá-los por meio da menção excessiva em meios de comunicação analógicos e digitais.
É preciso ter fé de que cada bom leitor saberá transmitir a seus pares as obras dos grandes autores de nosso país para que, enfim, "imortalizemo-los" sem culpa alguma...
>>> "No caso dos três nomes citados, o primeiro passo já foi dado pela própria natureza". Filipe Norberto.
(Banda Devassa-Rio - 08 de Janeiro de 2019).
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