domingo, 9 de setembro de 2018

A estrada é longa com Curvas sinuosas Música Linda_He Ain't Heavy, He's ...

Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).


SONHO OU DELÍRIO?

Há alguns dias, ouvi uma sentença que tem martelado a minha cabeça: “a diferença conceitual entre sonho e delírio pode ser tênue, mas os resultados podem ser avassaladores”.
Dando tratos à bola, levei meus pensamentos a este binômio e eis que aqui estou...

E como se não fosse suficiente ser atropelado pela frase inquietante sobre o que os difere, fui além para investigar e concluir que "quem sonha constrói"... "quem delira pode se perder". O que mais afasta um termo do outro é o tempo que se investe em cada um. "No sonho"... o tempo tem tempo para ser sonho. É contado e é o suficiente para transformar um projeto em realização. "No delírio"... o que se diz ser tempo é a permanência infindável da inoperância para que não se saia do mundo das ideias.

Aquele que sonha, vê; o que delira, torna-se cego! Sonho é “caminho para”, delírio é “finitude em si mesmo”. O sonhador alimenta o ideal e avança, o delirante consome o constructo antes mesmo de torná-lo palpável. Um se regozija ao olhar a obra viva, o outro se martiriza para nem dar a chance de vir a tona o que pensa.

Ambos, muitas vezes, surgem no mesmo plano de sensações e vontades, porém, o que os faz serem diferentes, mais adiante, é o homem no qual eles nascem: há os que querem mudar o estado onírico – (esses são os sonhadores) –, como também existem também aqueles que desconhecem outra possibilidade de ser e estancam a caminhada.

O tolo não é transformador, enquanto o sábio está sempre buscando abrir espaço para mais e mais sonhar. Quem sonha tem tempo de ser feliz, quem delira se afunda na tristeza inexplicável da existência e ainda a culpa pelo infortúnio.

Mas se não são estados voluntários da consciência, que sejam, ao menos, alvo de reflexões. (Banda Devassa - Rio).

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