"Sabiá-laranjeira" - (ave símbolo do Brasil).
País campeão em espécies de aves – (mais de 1.800) – desde 1968, o Brasil comemora, no "dia 05 de outubro... o Dia da Ave".
Mas, só em 2003, o País ganhou uma ave nacional, o "sabiá-laranjeira" (Turdus rufiventris), que foi a espécie escolhida pela popularidade que exerce na cultura e no folclore brasileiro.
De acordo com o renomado ornitólogo "Dalgas Frisch", autor da proposta inicial para que o "Turdus rufiventris" tornasse-se a espécie símbolo do Brasil, o sabiá é verdadeiramente um companheiro dos brasileiros que vivem no campo ou na cidade.
Segundo ele, o sabiá tem qualidades impares. Não existem dois sabiás que cantem da mesma maneira. Alem disso é o som mais audível ao ouvido humano. Na Primavera, é o primeiro canto que se ouve, antes mesmo do clarear do dia. (diz o ornitólogo).
Apaixonado com o canto da ave, "Dalgas" costuma afirmar que para ele os sons maravilhosos do sabiá desabrocham nos jovens corações veios poéticos, tão puros e belos como se um cego abrisse seus olhos ao ver a luz e as cores das flores na terra.
"Dalgas" conta que uma lenda indígena assegura que quando uma criança ouve, durante a madrugada, no início da Primavera, o canto do sabiá será abençoada com muita paz, amor e felicidade.
"Jacques Viellard", professor da Unicamp e membro da Academia Brasileira de Ciências, diz que a escolha do sabiá como ave nacional foi a melhor porque seu canto maravilhoso ilustra a alma brasileira: "alegre ou cheia de saudade".
A bióloga "Mônica Koch", (ex-Cemave) e atual coordenadora de projeto da Renctas, acredita que a escolha do sabiá-laranjeira como Ave Nacional do Brasil é a melhor porque o sabiá é uma ave que está por toda parte, nas matas, nos parques, nos quintais, terreiros e até dentro das cidades, onde exista um mínimo de arborização. Assim, a espécie tem uma ampla distribuição geográfica e, por isso mesmo, é fácil buscar o engajamento das pessoas, especialmente das crianças, na luta pela preservação ambiental. Todo mundo já viu e conhece o canto do Sabiá.
Se entrarmos numa sala de aula e perguntarmos para a criançada: quem conhece uma música ou uma poesia com o nome de sabiá? Não há quem não levante a mão.
PROTEGER O SABIÁ E TODAS AS ESPÉCIES DA AVIFAUNA BRASILEIRA.
O sabiá pode dar mil argumentos para uma bela aula de educação ambiental. Pela forte presença na literatura e no cancioneiro popular brasileiro, o sabiá é uma ave que está sempre na cabeça das pessoas de Norte a Sul do Brasil.
Por isso, independentemente de raça ou de poder aquisitivo de quem defende seu status de ave símbolo, o sabiá bem que pode ser utilizado como bandeira para a sensibilização das pessoas, conscientizando cada uma do seu papel para maior e melhor conservação do meio ambiente.
- E por que o sabiá, um símbolo, pode representar bem as aves neste doce ensinar a nós seres racionais, como melhor conservar e proteger o meio ambiente? Simples, explica "Dalgas Frisch":
>>>"Porque as aves são úteis no dia-a-dia, podem controlar pragas no campo, disseminam sementes e plantas, têm cantos fascinantes, embelezam e alegram a vida dos deuses e dos homens".
Mais: admirar e estudar as aves para preservá-las e protegê-las significa dar maior valor à natureza. É compreender como um elemento tão frágil pode ser um elo tão forte e tão essencial na complexa rede da vida.
"Dalgas" pede que todos os brasileiros que amam seus filhos e netos, que plantem em seus jardins pelo menos uma pequena muda de amoreira, pitangueira ou jabuticabeira, pois certamente um casal de sabiás e de outras aves como o bem-te-vi, joão-de-barro, rolinhas, todas irão visitar seus lares trazendo amor e harmonia à família.
AS AVES SÍMBOLOS NO MUNDO.
Na mitologia grega, as aves tiveram importância extraordinária e os povos antigos tinham aves que eram literalmente adoradas.
As aves típicas de cada região do mundo se identificam com as populações, com seus costumes e suas crenças. Elas acabam fazendo parte da cultura e das crenças de muitos países. Cada nação, entre seus símbolos nacionais - (como o Hino e a Bandeira) - têm também uma ave típica para representá-la. Uma espécie de ave, que pela beleza e pela característica da região, se entranha no espírito de sua gente.
Assim, por exemplo, a "andorinha" (Hurunda rustica) é a ave nacional da Áustria, pois essa andorinha é a expressão da liberdade de seus poetas e músicos.
A "cotovia" (Alauda arvensis) que canta lindamente em pleno mergulho, é a ave nacional da Dinamarca.
O Uruguai tem no "cardeal-do-banhado" (Amblyramphus holosericeus) sua ave nacional, pois é uma ave que possui a cabeça vermelha como um soldado em alerta na guarda de suas terras.
A ave nacional da Argentina é o "joão-de-barro", conhecido lá como "hornero" (Furnarius rufus), pois sabe se proteger do vento minuano e de inverno rigoroso construindo seu ninho de barro.
A ave nacional da Alemanha é a "cegonha" (Ciconia ciconia) e da Grã-Bretanha é o "robyn" (Erithacus rubecula) que inspirou com seu canto "Shakespeare" em "Romeu e Julieta".
Assim, cada país tem, desde há muito, sua ave nacional, fato que o Brasil só conseguiu em 2002. (Banda Devassa - Rio).
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