sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Banda Devassa - "Marina Julia" - Praça Marechal Mauricio Cardoso. Vídeo ...

Banda Devassa - Rio de Janeiro. (Cultura, Esporte e Lazer).


GENTILEZA GERA GENTILEZA...

Talvez pensamentos tão esporádicos e estranhos não surjam em sua mente, como na minha.

Duas cabeças, pelas contas, pensam melhor que uma, é “vero”, a própria matemática explica.

Mas duas cabeçam pensam completamente diferentes...

Nesses últimos dias de reclusão da escrita, confesso. Estive imaginando cenas tão simples, bucólicas e pitorescas em minha cabeça devassa que trazem um significado tão profundo que as próprias aparências simples disfarçam e nos fazem escapar de um sentido mais engajado.

Estive imaginando o quão importante seria a pessoa sentada ao meu lado no banco da braça, o quão importante seria a pessoa que está à sua frente em uma fila de supermercado, o quão importante seria o secretário de um estabelecimento ou de um guichê comercial.

As pessoas são importantes, e "extremamente importantes", repito enfatizando.

Um "importante" não comum, mas um importante único...

É claro que essas dimensões de importância e notoriedade não nos atingem em situações tão corriqueiras. Por estarmos habituados à correria, as contas de casa à pagar, ao horário de uma reunião, aos deveres que nos chamam.

Vivendo de faces que pintam e tecem perfis limitados que não nos permitem saber o que se passa no interior de cada um.

Nem se quer passa de relance a importância que esta pessoa sentada ao seu lado teria para um pai, uma mãe, uma amigo, um amor.

Não.

Não passa...

E vice-versa.

"Não passa" porque rotulamos que não o conhecemos, porque somos tão teóricos que estereotipamos que importância e respeito só poderia ser atribuído à alguém que se conheça, alguém que tenha a mesma conta bancária, ou que seja colega de classe.

"Banhados em hipocrisia" não cremos que o mesmo respeito ao patrão se deve ao empregado, que a faxineira do prédio é tão importante quanto a dona do estabelecimento.

Me perdoem, não levem apenas para a faixa circunstancial e econômica.

Não é neste ponto que quero tocar na ferida de muitos.

Embora, admitam, a carapuça serviu.

Não custa nada, caríssimos, um “olá”, um “como vai” um “boa tarde, lindeza”.

Educação é tão gostosa de ser dada e recebida, "gentileza gera gentileza" e, cá entre nós... gentileza também encanta.

Muitos homens podem até pisar no acelerador de um “camaro amarelo” mas sem educação não chegarão à lugar algum se pretendem chamar a atenção de alguma garota.

Sei que é difícil pensar que em dias estressantes consigamos ser “tão de bem com a vida” e oferecer um ombro amigo a um desconhecido, ou o tratar como você trata sua mãe, o que deveria ser feito, na teoria de uma civilização perfeita.

Pensem bem, reflitam um pouco, não seria as grandes e pequenas coisas baseadas no respeito mútuo ?

Quem respeita as adversidades, o erro de alguém ou a dificuldade do outro não é admirado por muitos? Haveriam repartições e tantas guerras se todos se respeitassem?

É claro, "caro jovem", não é tão simples se construir respeito vivendo em uma sociedade tão regada de ideologias, religiões e meio termos.

Porém, acredito que, respeito seria um belo passo para se construir algo grandioso. Passos menores para depois alçarmos léguas e mais léguas.

Quando o stress diário for tão grande que sufoque e faça as veias correrem a ferro e fogo, faça um terapia diferente.

Fazer bem ao próximo nos faz um bem danado.

Mútuo...

O que é bom relaxa e expira tudo de negativo.

Comece por ai, e por que não?

Por acaso "você" já ouviu alguém reclamar de receber “um bom dia” ou um elogio de vez em quando?

Não é falsidade... "é educação". Esta que deveria ser ensinada desde o cordão umbilical não cortado.

Passos lentos, eu sei, mas qual o motivo da pressa? Grandes fortalezas não se constroem de um dia para o outro.

Somos tão jovens e temos todo tempo do mundo,
mas não há tempo a se perder. (Amanda Lemos).

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